Ariana and the Elder Codex | Review
Ariana and the Elder Codex é um metroidvania, desenvolvido pela união de Idea Factory, Compile Heart com HYDE, Inc e publicado pela Idea Factory International, Inc. Nele, acompanhamos a jornada de uma bibliotecária que, definitivamente, não ganha o suficiente para o serviço que tem que fazer.
Mas, e aí. Será que vale a pena acompanharmos esse corre todo? É o que saberemos agora, em mais uma análise corretamente catalogada do Pizza Fria!
Leitura arriscada
As pessoas sempre falaram, leitores e leitoras deste site maravilhoso que todos amamos, que certos trabalhos nos colocam muito menos em risco do que outros. De fato, trabalhar com atendimento em lojas é certamente menos arriscado e emocionante do que mexer com alta eletricidade, por exemplo. Se bem que atender pessoas desesperadas na véspera do natal pode ter o mesmo perigo, se formos pensar bem.
Mas, e ser bibliotecária? Era para ser algo simples, não? Cuidar dos livros, catalogar, manter tudo em ordem. Fácil, fácil. Bom, segundo nosso jogo de hoje, Ariana and the Elder Codex, isso não poderia ser mais longe de verdade. Ao menos se você viver no mundo mágico dos videojogos eletrônicos, quero dizer. O que seria demais, não é mesmo?
Admito que fiquei bem interessado ao ver a proposta do jogo, tanto por ser um metroidvania quanto pelo fato dele oferecer um mundo visualmente bonito com boas opções de combates e magia para nossa protagonista usar e abusar. Mas, será que ficou maneiro? É o que veremos agora.

História
A narrativa de Ariana and the Elder Codex gira em torno de Ariana, bibliotecária fantástica, maga aspirante e pau para toda a obra. O trabalho dela é cuidar dos sete livros heroicos, responsáveis por manter a magia do mundo e todos felizes. Ou deveriam, porque algum malandro fez o favor de invadir o trabalho de nossa chegada e bagunçar com tudo.
Agora, Ariana precisa entrar no mundo de cada livro para reparar as páginas danificadas e consertar o estrago, enquanto se fortalece aprendendo novas magias e vivenciando as histórias dentro de cada um. E, se possível, descobrindo que foi responsável por toda essa zona.
A trama de Ariana and the Elder Codex é bem padrão, mas funciona e nos dá um objetivo claro. Eu achei ela condizente com o tema, assim como as mini narrativas dentro de cada codex. Contudo, não me senti tão ligado aos personagens e acho que ela poderia explorar melhor o background interessante que possuem, assim como o mistério central.

Jogabilidade
Em se tratando de jogabilidade, Ariana and the Elder Codex segue os preceitos dos bons e velhos metroidvanias. Ou seja, andamos em um plano 2D enquanto pulamos de lugar em lugar, lutamos com monstros, melhoramos nossas habilidades e encontramos poderes que nos permitem explorar mais lugares e ir mais longe.
Ariana, boa maga que é, tem acesso as magias de cada codex elemental (água, fogo, vento e por aí vai) além de um neutro, cada qual com magias de suporte, ataque e defesa. Podemos colocar cada um nos botões de ação para usarmos livremente, sendo que cada um tem seu tempo de lançamento e recarga individual que não costuma ser muito longo.
Conforme vamos avançando em Ariana and the Elder Codex vamos ganhando recursos que nos permitem criar, e aprimorar, mais e mais magias para usarmos. É uma mecânica bem simples e efetiva, que deixa o jogo bem variado e com um combate mais dinâmica. Eu curti bastante, além de ter conseguido fazer uns combos bem quebrados.
O que, talvez, tenha exagerado um problema que senti com o título: ele é consideravelmente fácil, até quando colocamos as dificuldades mais avançadas. Ainda que não seja nada de quebrar a banca é perceptível e, dado o combate divertido, um desafio maior seria legal.

Quando não estamos lutando, Ariana and the Elder Codex nos coloca para explorar os mundos de cada um dos livros enquanto vamos pulando de um lado para o outro e consertando alguns rasgos feitos nas páginas. Eles, inclusive, são um dos poucos motivos para se retornar aos cenários durante boa parte do jogo.
Esse é o aspecto menos desenvolvido do título, creio eu, e não oferece nem muito desafio nem muita variação ao jogador. Raramente fazemos algo além de pular entre plataformas, e até os desafios para consertar as páginas dos códices se resumem a fazer um curto circuito de obstáculos ou derrotar um número X de monstros.
Além disso, temos uma repetitividade muito grande nos cenários. Ainda que cada livro tenha sua temática (montanha, vulcão e por aí vai) pouco muda entre as telas que passamos. Isso é uma pena, porque temos muito potencial que não é explorado.

Sons e Visuais
Ariana and the Elder Codex tem visuais bem legais e coloridos, com animações fluídas e uma arte que me agradou. Além disso, também curti o design dos personagens principais. Contudo, como falei, temos pouca variedade de cenários e o restante não é tão memorável.
O mesmo fica na trilha sonora que, salvo um ou outro som mais maneiro, não tem tantas coisas memoráveis que nos farão sair assobiando por aí. E, como costuma acontecer infelizmente, acabamos ficando sem nossas tão necessárias legendas.

Vale a pena jogar Ariana and the Elder Codex ?
Ariana and the Elder Codex, gente bonita desse meu coração, é um metroidvania competente que traz uma série de ideias interessantes que nem sempre, infelizmente, são aproveitadas até onde poderia. Contudo, isso não quer dizer que ele seja sem seus méritos.
Temos um jogo com uma arte bonita, uma boa variedade no combate e um sistema de magias que permite ao jogador criar e combinar bastante coisa, conferindo uma boa variedade, e com controles precisos. Contudo, achei a história pouco interessante, com muita repetição de cenários e pouca variedade de plataforma.
Contudo, ainda acredito que Ariana and the Elder Codex seja uma boa entrada para o gênero e, até, um bom ponto de partida para os novatos. Sinto que ele poderia ser mais, mas ainda me agradei bastante com o que vi aqui.
Ariana and the Elder Codex será lançado para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch, em versões física e digital, em 24 de março de 2026. Já a versão para PC, via Steam, chega no dia 29 de abril de 2026.
*Review elaborada em um Nintendo Switch 2, com código fornecido pela Idea Factory.

