Etrange Overlord | Review

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Etrange Overlord é um JRPG de ação, misturado com momentos musicais infernais, desenvolvido pela Gemdrops, Inc., Superniche LLC e BROCCOLI Co com publicação pela NIS America, Inc. Nele, controlamos uma garota invocada que vai para o inferno mas, contrário ao que costuma ocorrer, acaba tomando conta do lugar ao invés de sofrer nele.

Mas, será que vale a pena acompanhar essa jornada? É o que veremos agora, em mais uma análise chiquérrima do Pizza Fria!

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Modinha e modão

O inferno, leitores e leitoras. Tem quem diga que são os outros, tem quem diga que é a nossa existência e tem quem jura de pés juntos que é um lugar onde somos espetados e torturados o tempo todo. Outros dizem que é uma fila de banco em dia de pagamento. Seja como for, é quase universal o pensamento de que esse não é um lugar legal de se estar.

Mas, e se a gente chegasse com a capacidade de botar para quebrar e dominar tudo? Isso é o que a protagonista de nosso jogo de hoje, Etrange Overlord, decidiu fazer. Afinal, não sabendo que era impossível, ela foi lá e fez. Nada melhor do que um pouco de motivação, obstinação e poderes mágicos roubados, não é mesmo?

Admito que me interessei pelo título por dois motivos principais: primeiro, porque me lembrou de meu amado e adorado Disgaea, louvado seja. Segundo, porque me prometeu números musicais e uma boa dose de comédia para completar. Mas, será que foi bem sucedido nisso? É o que saberemos agora.

Etrange Overlord
Onde que eu vim parar? (Imagem: Divulgação)

História

A narrativa de Etrange Overlord gira em torno da titular Étrange von Rosenburg, uma nobre que foi acusada de matar o rei e, por isso, acabou sendo executada na boa e velha guilhotina. Contudo, o que deveria ser o fim da jornada acabou mandando ela para o começo de uma nova aventura, notadamente, muito bizarra. Cada coisa que ocorre, não é mesmo?

Ao chegar nos infernos, nossa camarada decide que não vai aceitar tamanha rataria e decide, simplesmente, quebrar tudo e desafiar seu destino. A partir daí ela vai causando uma treta após a outra, juntando aliados, conquistando bens e caminhando, passo a passo, até seu lugar como rainha do outro mundo. Uma vez realeza, sempre realeza.

Etrange Overlord tem uma trama bem leve que não se leva nada a sério, lembrando muito outras obras do criador do jogo que foi responsável por, segundo vozes da minha mente, clássicos da saga Disgaea e Rhapsody. Esse DNA é muito presente no título, e um do seus pontos mais fortes.

Temos situações inusitadas, alguns personagens bem legais, números musicais muito bem feitos e divertidos e, no geral, uma clima leve que consegue nos tirar uma boa quantidade de risadas ao longo de sua duração. Eu, ao menos, me diverti um bocado com as presepadas de nossa heroína e sua trupe de desajustados.

Etrange Overlord
Juntando a galera. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Em essência, Etrange Overlord é um JRPG de ação em tempo real no qual controlamos um de vários personagens enquanto lutamos contra inimigos em uma arena. Além disso, também passamos nosso tempo andando de missão em missão em um mapa e vendo cutscenes principais e secundárias que desenvolvem mais a trama.

O foco da ação consiste em controlar Étrange e seus amigos enquanto nos deslocamos dentro de uma arena usando golpes e poderes para derrotar inimigos, capturar pontos ou realizar alguns outros objetivos. Cada personagem possui seu estilo de jogo com enfoque maior em dano, velocidade, balanço e ataques de curta ou longa distância.

Além disso, as arenas de Etrange Overlord contam com uma “correia”musical que fica girando em determinados lugares levando itens que, ao serem pegos por nós, concedem coisas como curas, buffs ou um especial para utilizar. Saber aproveitar disso é essencial para o sucesso, principalmente contra chefes.

Etrange Overlord
Roda a roda. (Imagem: Divulgação)

Fora isso, podemos encarar missões focadas em assistir cutscenes que exploram mais do cenário e seus habitantes, além de nos dar receitas e recursos que podem ser utilizados para cozinhar pratos que nos beneficiam, melhorar itens de personagens e por aí vai.

Por outro lado, Etrange Overlord não faz muito além disso para capturar nossa atenção, e nem para variar seu combate. Ainda que tenhamos diversos personagens, o momento a momento da ação acaba não sendo nem tão diferente e nem tão inovador para poder nos manter engajados ou interessados por longas durações.

Claro, o jogo faz o possível para dar uma remexida nas coisas. Inclusive, devo adicionar, incluindo um modo cooperativo local ou online. Contudo, ainda creio que uma maior diversidade na jogabilidade seria muito útil para fazer com o que título não perdesse o gás tão rápido.

Etrange Overlord
Chefões. (Imagem: Divulgação)

Sons e Visuais

Em se tratando de visuais, Etrange Overlord se excede no modelo dos personagens, que são bem fofos e com expressões bem engraçadas que combinam com o tom da obra. Contudo, todo o resto é pouco memorável e, infelizmente, se repete bastante.

O mesmo ocorre com a trilha sonora, que é repetitiva. Contudo, todo momento em que o jogo puxa para o lado do musical foi uma alegria para mim. As músicas são divertidas e bem cantadas, dando uma cara especial ao título e servindo como um bom diferencial. E, infelizmente, ficamos sem legenda.

Etrange Overlord
Expressões divertidas. (Imagem: DivulgaçãoV)

Vale a pena jogar Etrange Overlord?

Etrange Overlord, leitores e leitoras, é um jogo curioso. Ele serve muito bem quando está mostrando sua comédia e dotes musicais, mas acaba tropeçando e desafinando um pouco na hora que encaramos a jogabilidade mais padrão.

Por um lado, temos uma quantidade razoável de bonecos para utilizar, certa variedade de objetivos nas arenas, um humor bem divertido e os musicais. De outro, uma jogabilidade que cai na mesmice rápido, pouca variedade de coisas para fazer, cenários repetitivos e a falta de legendas que, dado a força do título, acabam pesando contra nós.

No fim das contas, acho que Etrange Overlord é uma boa pedida para quem curte a série que o inspirou e está buscando algo leve para dar umas risadas. Ainda que a jogabilidade nem sempre entregue o título tem coracão o suficiente para nos entreter por um tempo. E isso é o que vale, não é mesmo?

Etrange Overlord chega no dia 26 de março para Nintendo SwitchPlayStation 5, PlayStation 4 e PC, via Steam.

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela NIS America.

Etrange Overlord

BRL 259,99
7.3

História

8.0/10

Gameplay

7.0/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Extras

6.0/10

Prós

  • Cenas de musical são bem legais
  • Narrativa leve e divertida
  • Boa quantidade de personagens para usar
  • Acerta no humor

Contras

  • Muita repetição, apesar de tentar variar as coisas nas arenas
  • Repetição de cenários e inimigos
  • Sem legenda em pt-br
  • Pouca variação de elementos deixa a jogabilidade repetitiva rápido

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.