AnálisesPCPlayStationXbox

Crisol: Theater of Idols | Review

O terror no mundo dos jogos é um gênero que está presente há muitos anos. Desde os primórdios de sua popularidade com a chegada de Resident Evil em 1996 até os dias de hoje, vimos diversas tentativas de adicionar novas ideias ao gênero, sempre buscando uma renovação capaz de surpreender os fãs. Entretanto, com tantos jogos de terror disponíveis atualmente, torna-se cada vez mais difícil encontrar propostas verdadeiramente originais que se destaquem. Nesse sentido, foi justamente esse aspecto que fez com que Crisol: Theater of Idols me surpreendesse logo em seu primeiro trailer.

Ao introduzir uma narrativa inspirada na cultura e no folclore da Espanha, o título promete levar os jogadores a uma jornada macabra que explora temas como religião e fé, ao mesmo tempo em que apresenta uma jogabilidade que foge do convencional. Além dos elementos já conhecidos de um survival horror, o jogo traz como diferencial o fato de que as armas utilizadas pelo protagonista ao longo da campanha serão recarregadas com o seu próprio sangue, fazendo com que parte de seu HP seja perdida a cada recarga.

Diante de uma ideia tão interessante e original, o novo título desenvolvido pela Vermilla Studios rapidamente entrou no meu radar. Agora, chegou o momento de descobrir se o jogo realmente consegue surpreender com suas propostas originais em mais uma review antecipada do Pizza Fria.

A missão divina do Deus do Sol

Crisol: Theater of Idols introduz de maneira bastante eficaz a premissa central de sua narrativa. Assumimos o papel de Gabriel, um soldado devoto ao Deus do Sol que recebe a árdua missão de conter a propagação de um culto herege que atua na ilha de Tormantosa, um local amaldiçoado e aparentemente dominado por uma força maligna. Inicialmente, o protagonista demonstra estar completamente determinado a cumprir seu dever sem hesitação; contudo, ao longo de sua jornada, à medida que encontra figuras inusitadas e faz novas descobertas, ele passa a questionar gradualmente o verdadeiro propósito de sua missão e os princípios que antes considerava inquestionáveis.

Crisol: Theater of Idols
Apesar de não explorar os principais temas de devoção e religião tão bom quanto poderia, Crisol: Theater of Idols tem bons momentos na história. (Imagem: Divulgação)

No que diz respeito ao desenvolvimento de personagem e à abordagem das principais temáticas do jogo, especialmente a devoção religiosa, Crisol: Theater of Idols acaba não se aprofundando tanto quanto poderia. Esses elementos estão presentes visualmente e surgem em alguns diálogos ao longo da campanha, mas o jogo raramente se dedica de forma significativa a problematizar as reais intenções dessas divindades ou a influência delas sobre a trajetória de Gabriel. Como consequência, em diversos momentos fica a sensação de que certos acontecimentos simplesmente ocorrem sem a devida construção narrativa, fazendo com que, por vezes, o próprio protagonista ou outros personagens ajam de maneiras que não condizem plenamente com o que havia sido estabelecido anteriormente.

Por outro lado, Crisol: Theater of Idols se destaca de maneira bastante positiva na construção de mundo e na criação de atmosfera, principalmente por meio de pequenas histórias ambientais que o jogador descobre ao longo da narrativa. Durante sua jornada, Gabriel experimenta diversas visões relacionadas a pessoas que estiveram em determinados locais antes de sua chegada, o que contribui significativamente para a compreensão desses ambientes e do contexto histórico e cultural da ilha de Tormantosa. Além disso, o jogo apresenta vários diálogos opcionais com NPCs espalhados pelo mapa, os quais expandem ainda mais o lore das regiões e enriquecem a sensação de um mundo vivo e carregado de significado.

Bons elementos de survival horror

Crisol: Theater of Idols me surpreendeu positivamente ao fazer um excelente uso de elementos clássicos de survival horror em sua jogabilidade. Embora o prólogo do jogo seja bastante linear, a partir do primeiro capítulo os cenários se tornam mais abertos, com múltiplos caminhos que incentivam e recompensam a exploração do jogador. Nesse aspecto, o design de níveis remete fortemente a Resident Evil Village, especialmente ao cenário do Castelo Dimitrescu, no qual há diversas rotas possíveis, portas trancadas pelo outro lado que só podem ser abertas posteriormente e áreas que exigem itens específicos para serem acessadas. Um exemplo claro disso é uma porta bloqueada por uma corrente que só pode ser removida com um item apropriado encontrado mais adiante.

Crisol: Theater of Idols
O game faz bom uso dos principais elementos de um survival horror e adiciona ainda mais no mix com o twist do gerenciamento de recursos ser o HP do protagonista. (Imagem: Divulgação)

Além disso, outro ponto que merece destaque é a forma como o jogo conecta esses ambientes de maneira intuitiva, evitando que o jogador se sinta perdido, mas ainda assim proporcionando momentos de surpresa quando diferentes áreas começam a se interligar. Muitas vezes isso acontece por meio da abertura de uma nova porta ou da liberação de uma escada ao alcançarmos andares mais altos de uma construção, criando uma sensação orgânica de progressão e descoberta. Também considero bastante interessante o fato de que muitos desses cenários escondem locais secretos, contendo itens úteis, colecionáveis e até mesmo fragmentos de lore que aprofundam a narrativa para jogadores mais atentos.

Ainda sobre exploração, outro elemento que me chamou bastante a atenção foram os puzzles. Eles seguem claramente uma linha inspirada em Resident Evil, exigindo que o jogador encontre determinados itens espalhados pelo cenário para então resolver quebra-cabeças específicos. Alguns desses desafios realmente demandam que o jogador realmente se esforce, o que, na minha opinião, é um grande mérito do jogo. Pessoalmente, sempre fui bastante crítico em relação à tendência atual de muitos jogos de terror facilitarem excessivamente os puzzles, e Crisol: Theater of Idols acerta ao apresentar um nível de complexidade mais desafiador.

Infelizmente, nem tudo é perfeito

Outro aspecto que me deixou bastante animado em Crisol: Theater of Idols foi a introdução de um perseguidor ao longo da campanha. Como um grande apreciador desse elemento dentro do gênero survival horror, principalmente pela tensão constante que surge quando um inimigo implacável está sempre à caça do protagonista, eu esperava que essa mecânica elevasse ainda mais a experiência e tornasse a jornada significativamente mais angustiante. No entanto, para minha grande decepção, a execução dessa criatura no jogo acabou ficando muito abaixo do esperado.

Crisol: Theater of Idols
O perseguidor do game é uma grande decepção, principalmente pela inteligência artificial que poderia ser melhor. (Imagem: Divulgação)

Apesar de contar com uma introdução impactante e bem construída, Crisol: Theater of Idols apresenta diversos problemas relacionados à inteligência artificial dos inimigos, e, lamentavelmente, o maior exemplo disso é justamente o perseguidor. Ele é extremamente fácil de despistar e, em vários momentos, sua IA simplesmente parece desligar, fazendo com que a criatura fique parada ou apenas vagando sem propósito de um lado para o outro. Além disso, há situações em que o monstro falha em detectar Gabriel mesmo estando extremamente próximo dele, enquanto em outros trechos, às vezes até em cenários completamente diferentes, a inteligência artificial subitamente “desperta” e ele passa a perceber o protagonista de maneira quase instantânea.

É realmente frustrante observar o quão inconsistente esse perseguidor se mostra em Crisol: Theater of Idols, especialmente considerando o enorme potencial que essa figura tinha para intensificar o terror e a pressão sobre o jogador.

Um combate muito bom que cumpre quase todas as expectativas

O maior diferencial de Crisol: Theater of Idols está, sem dúvida, na forma como o gerenciamento do principal recurso do jogo, a munição, é estruturado. Diferentemente de outros títulos de survival horror, nos quais a munição é escassa e encontrada espalhada pelos cenários, aqui o sangue do próprio protagonista é utilizado para criá-la. Dessa forma, toda vez que recarregamos a arma, uma parte do HP de Gabriel é drenada.

Esse é, na minha opinião, o melhor aspecto do jogo e funciona de maneira praticamente impecável, pois introduz uma camada adicional de tensão e tomada de decisão. Quando os manequins, os principais inimigos do game, surgem, o jogador precisa pensar cuidadosamente se vale a pena entrar em combate e sacrificar parte de sua vida ou se é mais prudente evitar o confronto, já que esse recurso pode ser crucial em batalhas futuras.

Crisol: Theater of Idols
O combate é o grande acerto de Crisol: Theater of Idols. (Imagem: Divulgação)

Outro elemento essencial do combate é a faca. Assim como a munição, seu uso também consome uma parte do sangue do protagonista, embora em quantidade significativamente menor. Com ela, é possível realizar contra-ataques e até mesmo finalizar alguns inimigos, permitindo ao jogador economizar munição em determinadas situações. Contudo, apesar de sua eficácia, a faca precisa ser afiada periodicamente em moedores espalhados pelos cenários, o que exige o uso de gasolina ,um recurso igualmente limitado. Isso faz com que, em muitos momentos, a faca se torne um recurso ainda mais escasso do que a própria munição, adicionando mais uma camada de tensão e estratégia ao combate, pois o jogador precisa decidir com cautela quando realmente vale a pena utilizá-la.

Esse sistema de gerenciamento de recursos realmente transforma de maneira significativa a forma como os jogadores abordam os confrontos em Crisol: Theater of Idols. No meu caso, optei por gastar o máximo de munição possível nos inimigos, pois queria testar até que ponto o jogo se tornaria desafiador se eu estivesse constantemente no limite dos meus recursos. E, nesse sentido, o game faz um excelente trabalho: os confrontos se tornam genuinamente tensos e punitivos quando o jogador não age com cautela, especialmente nos embates contra os chefes, que exigem planejamento e precisão.

Por outro lado, o jogo também recompensa de maneira justa aqueles que se dedicam à exploração dos cenários. É possível encontrar animais mortos dos quais podemos absorver sangue para recuperar parte do HP, além de seringas que possuem o mesmo efeito. Essas seringas são um recurso extremamente limitado, exigindo que o jogador saiba exatamente quando utilizá-las. Durante a minha experiência, tentei sempre reservá-las para confrontos mais desafiadores, e essa abordagem se mostrou bastante eficaz.

Uma excelente variação de inimigos

Agora falando um pouco sobre a variação de inimigos em Crisol: Theater of Idols, esse foi um aspecto que se destacou positivamente ao longo da campanha. Embora o jogo seja predominantemente povoado por manequins macabros, ele faz um excelente trabalho em introduzir diversidade dentro desse mesmo tipo de adversário, tanto em termos visuais quanto em seus padrões de ataque. Existem inimigos que avançam rapidamente para o combate corpo a corpo, outros que empunham armas brancas como foices para desferir golpes mais amplos e até mesmo alguns que atacam à distância utilizando bestas, forçando o jogador a adaptar constantemente sua postura em combate.

Crisol: Theater of Idols
A excelente variação de inimigos é um grande destaque. (Imagem: Divulgação)

Por estarmos enfrentando manequins ao longo do jogo, simplesmente atirar na cabeça não se mostra como a estratégia mais eficaz, já que eles continuam atacando normalmente mesmo após esse tipo de dano. O ideal é tentar imobilizar o membro que está sendo utilizado para atacar e, em seguida, finalizar o inimigo com a faca. No entanto, infelizmente, esses adversários também acabam sofrendo com os mesmos problemas de inteligência artificial que mencionei anteriormente, o que faz com que certos confrontos percam parte do impacto e da satisfação que poderiam proporcionar.

Um problema recorrente, por exemplo, é o fato de alguns inimigos simplesmente permanecerem parados sem reagir, mesmo quando o jogador se aproxima deles. Essa inconsistência prejudica a tensão e a dinâmica do combate, quebrando a imersão em momentos que deveriam ser mais desafiadores. É realmente uma pena que essa falha persista, e só resta torcer para que a Vermilla Studios consiga corrigir essas questões em futuras atualizações.

Um hub com excelentes extras

Após o prólogo, Crisol: Theater of Idols introduz os jogadores a uma área que funciona como um hub central entre as missões. Nesse local, temos acesso a um mercador que oferece diversos upgrades, como maior durabilidade da faca, aumento do HP máximo do protagonista e até mesmo novos golpes que ampliam as possibilidades de combate. Além disso, também é possível aprimorar as armas, tornando-as mais eficazes em batalha, por meio de melhorias que podem ser adquiridas com moedas encontradas espalhadas pelos diferentes cenários explorados ao longo do jogo.

Além dos upgrades, essa área do hub também conta com alguns mini-games, como desafios de tiro ao alvo, testes de força e outras atividades secundárias. Ao completá-los, o jogador recebe bilhetes que podem ser trocados por itens especiais, que variam desde mais dinheiro até elixires capazes de aumentar o HP de Gabriel. Esse espaço se mostra bastante interessante de revisitar ao longo da campanha, pois está sempre oferecendo novas recompensas e, em certos momentos, diálogos adicionais que contribuem para aprofundar e enriquecer o lore do jogo.

Uma versão sinistra da Espanha

Crisol: Theater of Idols é um jogo visualmente impressionante. Ele apresenta aos jogadores uma versão sombria e macabra da Espanha, fazendo uso frequente de ambientes escuros, chuvas intensas e cenários carregados de sangue e animais mortos para estabelecer uma atmosfera genuinamente aterrorizante. O título também explora de maneira eficaz a mistura entre símbolos religiosos e imagens pagãs, criando um contraste perturbador que reforça a sensação de desconforto enquanto exploramos os diferentes locais ao longo da campanha.

Crisol: Theater of Idols
Crisol: Theater of Idols faz um bom trabalho em construir uma ambientação macabra fazendo uso do folklore espanhol e símbolos religiosos e pagãos. (Imagem: Divulgação)

Além disso, apesar de utilizar a Unreal Engine 5, o jogo consegue manter um estilo artístico próprio e distintivo, evitando a armadilha de parecer apenas mais um título genérico dependente dos assets padrão da engine, algo que, pessoalmente, venho criticando em diversos jogos recentes que adotaram essa tecnologia. Em Crisol, essa identidade visual bem definida contribui significativamente para a imersão e diferencia o game dentro do gênero.

Outro aspecto que me surpreendeu positivamente foi a trilha sonora. Ela não está presente de maneira constante, mas surge em momentos pontuais e estratégicos, adicionando uma camada de melancolia e tensão à experiência. O design sonoro como um todo também merece destaque: os sons da chuva, do vento, de portas rangendo e de objetos se movendo pelo cenário foram muito bem trabalhados e ajudam a construir uma ambientação densa e extremamente eficaz.

Desempenho

Minha experiência com Crisol: Theater of Idols foi realizada em um PC equipado com uma RTX 3060 e, infelizmente, embora o jogo não apresente problemas estruturais mais graves frequentemente associados à Unreal Engine 5, os stutters se mostraram bastante presentes em alguns momentos específicos. Normalmente, essas quedas bruscas de desempenho ocorriam quando Gabriel chegava a um novo local, fazendo com que o FPS despencasse significativamente por alguns instantes antes de estabilizar novamente. Esse comportamento, apesar de não tornar o jogo injogável, acaba quebrando a imersão em alguns momentos.

Outro ponto negativo relacionado ao desempenho é o fato de que, até o momento, Crisol: Theater of Idols oferece suporte apenas ao TSR e ao XeSS como métodos de upscaling. Isso limita um pouco as opções para jogadores com diferentes placas de vídeo, especialmente aqueles que preferem DLSS ou FSR. Felizmente, a própria desenvolvedora já confirmou que o FSR e o DLSS devem ser implementados em alguma atualização futura.

Crisol: Theater of Idols
Infelizmente, o game conta com os stutters característicos da Unreal Engine 5. Além disso, recursos como FSR e DLSS fazem falta. (Imagem: Divulgação)

No que diz respeito ao desempenho geral, consegui rodar o jogo em 1440p com configurações médias e utilizando o XeSS no modo qualidade. Na maior parte do tempo, o título se manteve em torno de 90 FPS, o que é um resultado bastante satisfatório. No entanto, houve quedas ocasionais para cerca de 50 FPS nos momentos em que a Unreal Engine 5 parecia “atrapalhar” o fluxo do gameplay com seus problemas de carregamento e compilação de shaders. Apesar disso, vale destacar que, fora as questões relacionadas à inteligência artificial dos inimigos que já mencionei anteriormente, não encontrei outros bugs ou problemas técnicos significativos durante minha experiência.

Vale a pena comprar Crisol: Theater of Idols?

Crisol: Theater of Idols é um bom jogo que faz excelente uso das principais características do survival horror para entregar uma experiência que se destaca dentro do gênero. Ainda que sua história não alcance grandes momentos de destaque ou profundidade, o gameplay criativo e singular do título consegue construir uma jornada repleta de tensão e com uma identidade muito forte de terror, especialmente no que diz respeito ao gerenciamento de recursos, com o diferencial marcante de que nosso recurso principal é o próprio sangue do protagonista.

Além disso, o jogo apresenta diversas ideias promissoras, como a figura do perseguidor e a variedade de inimigos enfrentados ao longo da campanha. No entanto, esses elementos acabam não atingindo todo o seu potencial devido aos problemas recorrentes relacionados à inteligência artificial dos inimigos, que comprometem parte da experiência e impedem que esses aspectos brilhem como poderiam.

Por fim, embora eu considere Crisol: Theater of Idols um título que, de maneira geral, merece recomendação, acredito que os jogadores devem acompanhar atentamente futuras atualizações para verificar se essas falhas técnicas serão corrigidas. Caso a desenvolvedora consiga aprimorar a IA e otimizar melhor certos aspectos do jogo, ele tem potencial para se tornar uma experiência ainda mais sólida e memorável.

Crisol: Theater of Idols foi desenvolvido pela Vermilla Studios e chega nesta terça-feira, 10 de fevereiro, para para PlayStation 5Xbox Series X|S e PC, via Steam, com preço sugerido de R$ 54,99. No lançamento, o título terá 10% de desconto no Steam.

*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Blumhouse Games.

Crisol: Theater of Idols

BRL 54,99
7.8

História

7.0/10

Gameplay

8.0/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Inovação

8.0/10

Prós

  • O sistema de combate envolvendo o HP como munição é inovador e funciona muito bem
  • Um bom sistema de exploração que é recompensador
  • Bons puzzles
  • Legendas em PT-BR

Contras

  • A história pouco explora de forma profunda os temas apresentados
  • A inteligência artificial dos inimigos
  • Stutters caracteristicos da Unreal Engine 5
  • Falta de suporte ao DLSS e FSR

Leandro Paiva

Um estudante de jornalismo e o primeiro estagiário do site. Degustador nato de coxinha e pizza fria com ketchup. Amante de RPG, principalmente aqueles em que é possível pescar em vez de fazer a missão principal. Piadista em tempo integral e um grande degustador de café. Defensor de Birds of Prey e da DC em geral nas horas vagas.