MARVEL MaXimum Collection | Review
MARVEL MaXimum Collection é uma coletânea de jogos da MARVEL que reúne treze versões de seis grandes clássicos da chamada era de ouro dos videogames. Desenvolvido pela Limited Run Games, estúdio norte-americano responsável por títulos como Bloodstained: Curse of the Moon e Slime Heroes, o jogo chega hoje, 27 de março de 2026, para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, via Steam.
Em MARVEL MaXimum Collection, você pode reviver cada soco, balanço de teia e explosão óptica em versões totalmente fiéis aos clássicos pixelados. Seja você alguém que cresceu com um controle nas mãos ou com fichas no bolso dos fliperamas, a coletânea da MARVEL surge como um verdadeiro tributo aos fãs, reunindo versões de Arcade, Mega Drive, Game Gear e Nintendo 8-Bits.
Ficou curioso para saber como esse pacote nostálgico da MARVEL se sai nos consoles da geração atual? Então aproveite aquela pausa para preparar um café bem quentinho e venha comigo em mais uma análise nostálgica do Pizza Fria!
X-man Welcome to die!
MARVEL MaXimum Collection reúne um conjunto de jogos que realmente chama a atenção, trazendo treze versões baseadas em seis grandes clássicos dos videogames. São títulos que representam uma fase marcante da era de ouro da indústria e que podem servir como porta de entrada para muitos jogadores das gerações atuais no universo retrô da MARVEL. Entre eles, temos:
X-Men: The Arcade Game, lançado em 1992, um clássico baseado na icônica equipe de mutantes da MARVEL. Como esperado para o gênero, a trama é simples e direta, os heróis enfrentam o vilão Magneto, que ameaça a humanidade com seus planos de dominação. Ao longo da jornada, personagens como Wolverine, Cyclops e Storm atravessam cenários urbanos, enfrentam inimigos clássicos e culminam em batalhas contra chefes emblemáticos do universo.
No gameplay, o título segue a fórmula clássica dos beat ’em ups da época, com ação cooperativa para até seis jogadores simultâneos, assim como nos fliperamas. Cada personagem conta com ataques básicos, golpes especiais que consomem energia e habilidades únicas, o que ajuda a diferenciar os estilos de jogo. O ritmo é intenso, com grande quantidade de inimigos na tela, cenários dinâmicos e momentos marcantes, como confrontos contra robôs gigantes e sequências que valorizam o trabalho em equipe.

Por se tratar de uma versão de arcade, X-Men: The Arcade Game em MARVEL MaXimum Collection apresenta sua forma mais completa e fiel, com suporte ao multiplayer expandido, gráficos vibrantes para a época e uma trilha sonora marcante, preservando toda a essência original dos fliperamas. Além disso, é possível alternar entre regiões, ajustar o nível de dificuldade, que vai de 1 a 8, e selecionar a fase inicial.
Por fim, além do multiplayer local, a versão para consoles da atual geração também oferece um modo online. No entanto, não foi possível testá-lo durante a análise, já que o jogo ainda não havia sido lançado no período em que este review foi produzido.
Avengers Assemble!
Inspirado no universo da MARVEL Comics, Captain America and the Avengers coloca heróis como Capitão América, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro e Visão em uma missão para deter o vilão Caveira Vermelha, que ameaça o mundo com seus planos de dominação. Assim como em outros títulos da coletânea MARVEL MaXimum Collection, a narrativa é simples e direta, funcionando como pano de fundo para a ação, enquanto os heróis enfrentam inimigos e atravessam diferentes cenários urbanos até o confronto final.
No gameplay, o título segue a clássica estrutura dos beat ’em ups, com progressão lateral e combates diretos. Cada personagem possui ataques característicos e golpes à distância, o que adiciona variedade ao combate. O jogo também se destaca por momentos diferenciados, como fases no estilo shoot ’em up, trazendo pequenas variações ao ritmo tradicional do gênero.
A versão de fliperama, lançada em 1991, é a mais completa, com suporte para até quatro jogadores simultâneos, além de gráficos mais detalhados e jogabilidade mais fluida. Já a versão para Mega Drive, lançada em 1992, mantém boa parte da experiência original, mas apresenta limitações técnicas, como a redução no número de inimigos na tela e alguns ajustes visuais.

Por fim, a versão para Nintendo 8-bits, lançada em 1991 para sistemas mais modestos, traz mudanças mais perceptíveis, com gráficos simplificados, menor variedade de movimentos e adaptações na jogabilidade para se adequar ao hardware. Ainda assim, preserva a essência do jogo original, oferecendo uma adaptação acessível para um público mais amplo.
Maximum Carnage
Baseado na famosa saga dos quadrinhos da MARVEL Comics, Spider-Man and Venom: Maximum Carnage coloca Homem-Aranha e Venom em uma aliança improvável para enfrentar o violento Carnage, que inicia uma onda de caos e destruição pelas ruas de Nova York. A narrativa acompanha a escalada da ameaça, reunindo diversos personagens do universo em uma história mais sombria e intensa do que o habitual.
No gameplay, o título segue a estrutura clássica dos beat ’em ups, com progressão lateral e vertical, permitindo alternar entre ataques físicos e o uso de habilidades especiais, como o lançamento de teias. O jogo também incorpora elementos únicos, como a possibilidade de convocar aliados temporários, incluindo outros heróis da MARVEL, para auxiliar durante os combates. A ação é constante, com grande quantidade de inimigos e fases que exigem atenção tanto no posicionamento quanto no gerenciamento de recursos.
Lançado em 1994 para o Super Nintendo Entertainment System e o Sega Mega Drive, o jogo apresenta diferenças principalmente no aspecto audiovisual. A versão de Super Nintendo se destaca pelas cores mais vibrantes e por uma trilha sonora com maior qualidade.

Já a versão para Mega Drive aposta em um estilo sonoro mais marcante dentro das limitações do hardware, além de pequenas variações visuais. No geral, ambas mantêm a mesma estrutura de fases e jogabilidade, oferecendo experiências bastante próximas entre si.
Separation Anxiety
Dando sequência aos eventos de Maximum Carnage, Spider-Man and Venom: Separation Anxiety traz novamente Homem-Aranha e Venom unindo forças contra uma nova ameaça envolvendo experimentos com simbiontes. A trama, inspirada no universo da MARVEL Comics, gira em torno da criação de outras criaturas derivadas do simbionte, colocando os protagonistas diante de inimigos ainda mais perigosos e imprevisíveis.
No gameplay, o título mantém a base dos beat ’em ups com progressão lateral, focando no combate direto contra grandes grupos de inimigos. Cada personagem possui ataques próprios e golpes especiais, exigindo bom posicionamento e controle de ritmo durante as lutas para avançar pelas fases.
Um dos destaques é a possibilidade de jogar com até dois jogadores simultaneamente, reforçando o aspecto cooperativo da experiência. Além disso, o jogo amplia o uso de aliados em relação ao título anterior, permitindo invocar mais personagens do universo MARVEL para auxiliar temporariamente durante os combates, adicionando variedade à ação.

Lançado em 1995 para o Super Nintendo Entertainment System e o Sega Mega Drive, o jogo apresenta diferenças sutis entre as versões. No Super Nintendo, há cores mais vibrantes e trilha sonora mais refinada, enquanto o Mega Drive traz um som mais característico do hardware e pequenas variações visuais. No geral, ambas mantêm a mesma estrutura de fases e jogabilidade, oferecendo experiências bastante próximas.
Arcade’s Revenge
Spider-Man and X-Men: Arcade’s Revenge coloca o Homem-Aranha e membros dos X-Men contra o vilão Arcade, que sequestra os heróis e os prende em seu mortal parque de diversões. A narrativa funciona como ponto de partida para uma série de desafios individuais, nos quais cada personagem enfrenta perigos únicos até o confronto final.
Diferente de outros beat ’em ups tradicionais, o gameplay aqui, aposta em uma estrutura mais variada, combinando ação com elementos de plataforma. Cada herói, como Homem-Aranha, Wolverine, Cyclops, Storm e Gambit, possui fases próprias, com mecânicas específicas que exploram suas habilidades, trazendo variedade à experiência.
Lançado em 1992 para o Super Nintendo, o jogo apresenta gráficos detalhados e maior riqueza visual, além de uma trilha sonora mais elaborada. Já a versão para Mega Drive, lançada em 1993, mantém a estrutura geral, mas traz diferenças visuais e sonoras, incluindo uma abordagem estética distinta e desempenho ajustado ao hardware.

Nas versões portáteis, as limitações técnicas ficam mais evidentes. No Game Gear, lançado em 1994, o jogo preserva parte da identidade visual com cores mais vivas, enquanto no Game Boy, versão lançada em 1993, há uma simplificação significativa dos gráficos e da jogabilidade, com adaptações no design das fases.
No geral, como era de se esperar, cada versão apresenta ajustes pensados para seu respectivo hardware, com mudanças visuais, sonoras e até estruturais. Ainda assim, todas mantêm a proposta central de oferecer uma experiência variada dentro do universo de heróis, mesmo com diferenças perceptíveis entre os consoles portáteis.
Silver Surfer
Silver Surfer acompanha o enigmático Surfista Prateado em uma missão cósmica para impedir ameaças que colocam o universo em risco. A narrativa é simples, funcionando, mais uma vez, como pano de fundo para a jornada do personagem por cenários espaciais repletos de perigos, mantendo o foco na ação intensa dentro do universo da MARVEL.
No gameplay, o título foge totalmente do padrão beat ’em up presente nos demais jogos da coletânea, adotando um estilo shoot ’em up com progressão em rolagem lateral, mas que também varia entre momentos de rolagem vertical e visão isométrica.
Aqui, o jogador tem liberdade para escolher em qual estágio começar, em um sistema semelhante ao de jogos como Mega Man. Em seguida, assume o controle do Surfista Prateado, disparando projéteis contra inimigos enquanto desvia de obstáculos em fases repletas de armadilhas. A jogabilidade exige precisão e reflexos rápidos, sendo amplamente conhecida por seu alto nível de dificuldade.

O game foi lançado em 1990 para o Nintendo Entertainment System, e se destaca pelo uso impressionante de efeitos visuais para o hardware, além de contar com uma trilha sonora marcante. Mesmo com as limitações do console, há boa variedade de inimigos e cenários, reforçando a sensação de uma jornada cósmica.
Por contar apenas com essa versão, Silver Surfer entrega uma experiência única, destoando dos demais títulos tanto pelo gênero quanto pela abordagem de gameplay. Ainda assim, sua dificuldade elevada e estilo diferenciado o tornam, sem dúvidas, um dos jogos mais memoráveis do pacote.
As melhorias de qualidade de vida
MARVEL MaXimum Collection traz diversas melhorias de qualidade de vida, pensadas tanto para novos jogadores quanto para o público mais casual, que busca uma experiência menos punitiva. Além disso, a coletânea inclui aprimoramentos visuais e recursos extras que modernizam os clássicos da MARVEL sem comprometer sua essência.
No aspecto visual, todos os títulos da coletânea contam com o Filtro CRT, que simula as antigas TVs de tubo. É possível, inclusive, personalizar esse filtro, ajustando a curvatura da tela, a intensidade dessa curvatura e ativando ou desativando o brilho difuso, recurso que se destaca ainda mais com o modo scanline lento ativado, proporcionando aquele visual clássico de monitor antigo.
Ainda nas configurações visuais, a imagem pode ser exibida em três formatos distintos. O modo Aspecto Nativo preserva as proporções originais, adicionando bordas na tela para manter a fidelidade visual. Já o modo 4:3 expande a imagem para preencher o espaço vertical, enquanto o modo 16:9 amplia ao máximo na horizontal, sem se preocupar em manter a proporção original.

Entre os recursos de acessibilidade, destacam-se as opções de salvar e carregar o jogo a qualquer momento, basta acessar o menu sobreposto para registrar ou retomar o progresso. Além disso, a coletânea inclui a popular função de rebobinar, permitindo corrigir erros rapidamente e reduzir a frustração em trechos mais desafiadores.
Por fim, para quem busca uma experiência mais relaxada, MARVEL MaXimum Collection oferece opções de trapaças em quase todos os títulos. Com apenas um comando no menu de seleção, é possível ativar recursos como vidas infinitas, energia ilimitada e continues infinitos. Especificamente em Silver Surfer, até mesmo bombas infinitas podem ser habilitadas, uma mão na roda para quem prefere uma jogatina mais tranquila.
Reprodutor musical e arquivos extras
Além dos jogos clássicos, MARVEL MaXimum Collection oferece um tocador de músicas e uma galeria de arquivos bastante interessante. As faixas musicais são organizadas por título da coletânea, permitindo que o jogador selecione facilmente suas preferidas e revisite trilhas marcantes dos jogos.
Já a galeria, que, confesso, costuma ser minha parte favorita nesse tipo de coletânea, é dividida em cinco seções. A primeira reúne os manuais de cada jogo, todos escaneados em boa qualidade. Infelizmente, estão apenas em inglês, mas ainda assim são um prato cheio para quem gosta de material retrô. A segunda seção traz as artes das caixas, também digitalizadas com ótima definição.
A terceira seção apresenta propagandas da época, com imagens de materiais promocionais originais. A quarta reúne artes oficiais dos jogos, enquanto a quinta traz documentos de desenvolvimento, são 14 páginas com informações sobre a produção de Spider-Man and Venom: Maximum Carnage, uma excelente adição para os fãs mais curiosos.

Por fim, vale destacar que os menus de MARVEL MaXimum Collection estão totalmente localizados em português do Brasil. As ROMs, no entanto, foram mantidas em seu estado original, sem tradução, o que é até compreensível, mas ainda assim, pode fazer falta para alguns jogadores.
Vale a pena jogar MARVEL MaXimum Collection?
Sem dúvidas, se você curte jogos retrô e é fã da MARVEL, sim, MARVEL MaXimum Collection merece a sua atenção. A coletânea reúne clássicos marcantes da era de ouro dos videogames, oferecendo uma viagem nostálgica por diferentes estilos de gameplay, desde os tradicionais beat ’em ups até experiências mais distintas, como o shoot ’em up de Silver Surfer.
Mesmo com narrativas simples, os jogos se destacam pela variedade de personagens icônicos, ação constante e desafios característicos da época. Além disso, a possibilidade de revisitar títulos em múltiplas versões, seja nos arcades, consoles ou portáteis, adiciona valor à coletânea, especialmente para quem deseja conhecer ou revisitar diferentes adaptações dentro do universo MARVEL.
Outro grande destaque do pacote está nas melhorias de qualidade de vidam recursos como salvar a qualquer momento, rebobinar trechos e ativar trapaças tornam a experiência mais acessível, sem comprometer a essência dos jogos originais. Somam-se a isso os extras, como galeria de artes, manuais e trilhas sonoras, que enriquecem ainda mais o pacote.
No fim das contas, MARVEL MaXimum Collection é uma coletânea sólida, que equilibra nostalgia e modernização na medida certa. Mesmo com as limitações naturais de jogos antigos, e a ausência de localização nas ROMs, o conjunto dos conteúdos, e os recursos adicionais, fazem deste um título altamente recomendável para fãs da MARVEL e entusiastas de jogos retrô.
*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Limited Run Games.
MARVEL MaXimum Collection
BRL 142,50Prós
- Treze versões de seis grandes clássicos em um pacote com menus e extras localizados para português do Brasil.
- Recursos de qualidade de vida, como salvar e carregar a qualquer momento e rebobinar.
- Filtro CRT e configurações visuais personalizáveis.
Contras
- ROMs mantidas sem localização para português.
- Poderiam ter recheado ainda mais de conteúdos extras.

