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My Hero Academia: All’s Justice | Preview

My Hero Academia: All’s Justice será lançado no dia 6 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5Xbox Series X|S e PC, via Steam. O título é um jogo de luta e ação inspirado no anime e mangá My Hero Academia, criado pelo mangaká Kohei Horikoshi. O game está sendo desenvolvido pela Byking Inc., estúdio também responsável por Jujutsu Kaisen: Cursed Clash, e publicado pela Bandai Namco.

Derrote seus inimigos durante o arco final de My Hero Academia e triunfe em batalhas espetaculares no formato 3 contra 3. Acompanhe Deku e outros personagens icônicos na guerra definitiva entre heróis e vilões, vivenciando o confronto épico entre One For All e All For One em um jogo de luta em 3D com sistema de combate refinado, que explora ao máximo as individualidades de cada personagem.

Ficou curioso para vivenciar a temporada final de My Hero Academia sob uma nova perspectiva, assumindo o controle direto dos confrontos e mergulhando no clímax da história em uma experiência cinematográfica e intensa? Então bora para aquela pausa rápida de cinco minutinhos, prepara aquele coado bem quentinho para aquecer o coração, e vem comigo em mais uma preview aqui no Pizza Fria!

Bem-vindo à classe 1-A

My Hero Academia é ambientado em um mundo onde a maioria das pessoas nasce com superpoderes, chamados de individualidades. Nesse cenário, heróis profissionais existem oficialmente para proteger a sociedade, enquanto vilões usam suas habilidades para o crime. A história acompanha esse equilíbrio frágil entre ordem, justiça e caos, sempre com foco nas consequências de se ter, ou não, um poder especial.

O protagonista é Izuku Midoriya, um garoto que nasceu sem individualidade em um mundo onde isso é raríssimo, e mesmo assim, ele sonha em se tornar um herói e acaba ingressando no colégio U.A., uma escola que treina jovens para seguir a carreira heroica. Ao longo da jornada, a série apresenta outros estudantes, cada um com habilidades e personalidades bem distintas, criando rivalidades, amizades e desafios constantes.

Criado por Kohei Horikoshi, My Hero Academia se destaca por misturar ação intensa com temas como amadurecimento, responsabilidade, pressão social e o verdadeiro significado de ser um herói, a obra não foca apenas em lutas, mas também em escolhas morais e no impacto que heróis e vilões têm sobre a sociedade.

My Hero Academia: All’s Justice
Em My Hero Academia: All’s Justice você pode montar seu time misturando heróis e vilões. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

O anime foi exibido ao longo de vários anos e teve seu encerramento em dezembro de 2025, adaptando o arco final da história. Com isso, My Hero Academia se consolida como uma das séries mais populares da última década, sendo uma ótima porta de entrada para quem gosta de histórias de super-heróis com emoção, personagens carismáticos e um mundo bem construído.

Com o encerramento do anime, a franquia entrou em um novo momento, abrindo espaço para outras formas de os fãs continuarem conectados a esse universo. Aproveitando esse cenário, a Byking Inc., em parceria com a Bandai Namco, lança My Hero Academia: All’s Justice, um jogo que busca celebrar a reta final da obra e permitir que jogadores revivam confrontos marcantes e personagens icônicos.

E assim, mesmo com o fim da animação, a franquia segue viva nos videogames, funcionando tanto como um ponto de encontro para fãs veteranos quanto como uma porta de entrada para quem está conhecendo agora esse mundo de heróis.

My Hero Academia: All’s Justice
My Hero Academia: All’s Justice está lindo, e olha que meu PC infelizmente rodou nas configurações mínimas. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Um elenco de respeito

My Hero Academia: All’s Justice entrega um elenco gigantesco, com mais de 60 heróis e vilões se enfrentando nas chamadas Tag Team Battles, ou seja, lutas em equipe no formato 3 contra 3. Apenas um integrante de cada time entra em combate por vez, mas as trocas podem acontecer a qualquer momento, inclusive permitindo combos de golpes especiais combinados entre os três personagens do time.

Fiquei bastante satisfeito com a quantidade e a variedade de personagens disponíveis, é possível montar equipes bem diversificadas e experimentar diferentes sinergias entre heróis e vilões. Para quem ainda não tem seus personagens favoritos definidos, o jogo também oferece times pré-configurados, facilitando a vida dos jogadores mais indecisos ou iniciantes.

Dito isso, durante cerca de três horas de gameplay, pude experimentar quatro modos diferentes em My Hero Academia: All’s Justice, o Modo História, a Missão de Equipe, o Diário do Herói e o Batalha 1 jogador contra a CPU. Cada um deles apresenta propostas distintas, variando entre narrativa, desafios estruturados e combates mais diretos.

My Hero Academia: All’s Justice
No modo batalha 1 jogador contra CPU a porradaria rolou desenfreada e sem dó! (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

De forma geral, essa variedade de modos ajuda a manter a experiência sempre dinâmica, permitindo que o jogador alterne entre momentos mais cinematográficos e sessões focadas exclusivamente no combate. Isso reforça o caráter acessível de My Hero Academia: All’s Justice, agradando tanto quem busca acompanhar a história quanto quem quer apenas cair na porradaria sem compromisso.

Modo História

Neste modo, pude apreciar um capítulo da temporada final de My Hero Academia, mas a partir de uma perspectiva única e específica do jogo, reconstituindo a linha do tempo das batalhas que conduzem os heróis ao confronto decisivo. Aqui, tive a oportunidade de assistir a uma cena belíssima e assumir o controle de Katsuki Bakugo, meu herói favorito em todo o anime, enfrentando uma versão mais jovem de All For One.

O Modo História é divertido e se mostrou bastante promissor, confesso que fiquei empolgado com o que pude testar da campanha, já que as animações estão muito bem produzidas e as lutas são intensas e empolgantes, transmitindo bem o clima épico do arco final da obra.

Porém, como nem tudo é perfeito, preciso deixar isso bem claro para vocês, meus amigos, levei um verdadeiro balde de água fria logo de início. Infelizmente, My Hero Academia: All’s Justice não conta com localização para o português do Brasil, o que pode dificultar a imersão de jogadores brasileiros que não dominam o inglês ou o japonês.

My Hero Academia: All’s Justice
No modo história pude controlar Katsuki Bakugo e arrebentar a cara do vilão All for One, em sua forma jóvem. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Ainda assim, do ponto de vista narrativo e visual, o modo história demonstra um grande potencial, principalmente para fãs da franquia que desejam reviver, ou experimentar pela primeira vez, os eventos finais de My Hero Academia sob uma nova ótica interativa.

Os modos Missão de Equipe, diário do herói e batalha contra CPU

No Modo Missão de Equipe, pude participar de exercícios de treinamento ambientados em um espaço virtual, baseados em um roteiro original criado especialmente para o jogo. Aqui, podemos usar as habilidades únicas de cada personagem para nos locomover pelos cenários enquanto buscamos objetivos específicos, como deslizar pelo gelo ou até mesmo utilizar o Chicote Negro de Midoriya para se pendurar entre os prédios, à la Homem-Aranha.

Já no Diário do Herói, tive acesso a pequenos episódios inéditos que exploram o cotidiano pouco conhecido dos 20 alunos da Classe 1-A de My Hero Academia. Esse modo apresenta três missões simples para cada um dos personagens testados, alternando entre cinemáticas, momentos de exploração e batalhas pontuais.

Pude jogar com Minoru Mineta em uma missão cronometrada, na qual precisei usar sua individualidade para escalar um prédio repleto de obstáculos em apenas 1 minuto e 10 segundos. Com Eijiro Kirishima, a pancadaria correu solta em desafios focados exclusivamente no combate. Já com Mina Ashido, a proposta foi bem mais leve, explorando uma área ampla em busca de gatinhos perdidos.

My Hero Academia: All’s Justice
No modo missão de equipe podemos usar o chicote negro de Midoriya para nos locomover a la homem aranha. (Imagem: Reprodução/Filipe Villela/Pizza Fria)

Por fim, temos o queridinho da maioria, o Modo Batalha, 1 jogador contra a CPU. Nele, tive acesso a todos os cenários disponíveis e pude montar um time com três personagens dentre os 68 lutadores jogáveis, permitindo experimentar livremente as combinações e sinergias entre heróis e vilões.

O que esperar de My Hero Academia: All’s Justice?

Se você for fã de My Hero Academia, prepare-se, All’s Justice chega como uma experiência robusta que captura muito bem a essência do anime e leva suas batalhas favoritas para o mundo dos jogos de luta com dinamismo. Com 68 heróis e vilões jogáveis, o game aposta nas clássicas Tag Team Battles 3 contra 3, permitindo trocas estratégicas entre personagens e combos especiais que lembram os confrontos épicos vistos nas telas. A grande diversidade de personagens e a possibilidade de montar equipes personalizadas garante que cada luta tenha seu próprio sabor, seja com seus favoritos ou com times inusitados.

Além disso, o jogo traz vários modos de jogo que expandem a longevidade da experiência, o Modo História coloca você no centro de eventos dramáticos e lutas intensas, o Missão de Equipe, o Diário do Herói e o clássico Batalha contra a CPU diversificam a experiência, servindo desde desafios de exploração até combates diretos com toda a galera do elenco.

Também vale destacar que o game equilibra bem acessibilidade e profundidade, times pré-definidos ajudam quem ainda está se familiarizando com as mecânicas, enquanto o vasto número de personagens e modos garante conteúdo suficiente para veteranos das lutas. Por outro lado, a ausência de localização para o português do Brasil no modo história pode atrapalhar a imersão de jogadores que não dominam outras línguas, então essa é uma ressalva importante.

No fim das contas, espere um jogo que celebra o universo de My Hero Academia com intensidade, trazendo confrontos estratégicos, mecânicas de equipe envolventes e modos variados para todos os tipos de jogadores, dos que amam a narrativa aos que querem só cair na porrada com seus heróis favoritos.

Filipe "Bdama" Villela

Aficionado por jogos desde cedo, de Bomberman, Zelda, Sonic ou Mário, indo dos clássicos das gerações passadas, até os indies e mais variados AAA atuais. Viciado em desafios, colecionador de platinas e consoles antigos, para mim não importa a plataforma ou gráficos de um jogo, sou movido pela emoção da aventura de conhecer e desbravar novos mundos, uma viagem única que apenas cartuchos e cd's podem nos levar. Embarque comigo nesse mundo de possibilidades infinitas e venha descobrir novos mundos e maneiras de se aventurar!