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The First Descendant | Preview

AnálisesPCPlayStationSlideXbox

The First Descendant promete entregar uma experiência inovadora no mundo dos looter shooters. Com nomes como Destiny 2 dominando o mercado, destacar-se neste segmento é um desafio. Porém, esse novo game traz características distintas, como sua movimentação fluida e combates em terceira pessoa com habilidades exclusivas. Essas características já proporcionam uma sensação de frescor ao jogo.

O Pizza Fria experimentou a beta do jogo, e aqui está o que descobrimos sobre o potencial de The First Descendant se destacar em mais uma preview!

Uma narrativa familiar com toques originais

The First Descendant mantém alguns padrões tradicionais do gênero looter shooter. A história envolve uma invasão alienígena e um grupo de soldados prontos para enfrentar a ameaça. No jogo, os jogadores encarnam um “Descendente”. Na beta fechada, tínhamos a opção entre três personagens: Ajax, Viessa e Lepic. Cada um possui habilidades distintas: Ajax é o tank, resistente a danos; Viessa, com quem mais joguei durante a beta, tem poderes de gelo e destaca-se pela mobilidade; e Lepic é especialista em explosivos, causando grande dano a múltiplos inimigos.

The First Descendant
Viessa brilha com suas habilidades de gelo. (Imagem: Divulgação)

Ao escolher o personagem, somos introduzidos a um tutorial onde buscamos um artefato. Porém, a missão não sai como esperado, e enfrentamos desafios com invasores alienígenas. Quanto à narrativa, é prematuro julgar com base na beta, que revelou apenas um fragmento do que The First Descendant oferecerá no lançamento. Ainda assim, os diálogos entre NPCs apresentam uma lore intrigante e promissora, mesmo dentro de uma temática já explorada.

Jogabilidade imersiva com espaço para aprimoramentos

A jogabilidade é, sem dúvida, o maior destaque de The First Descendant. O personagem possui uma gama de ações: andar, correr, disparar diferentes armas, executar ataques corpo a corpo e acessar uma variedade de habilidades. Estas últimas dependem do personagem selecionado. No caso de Viessa, temos um leque de poderes baseados em gelo, permitindo congelar adversários, desacelerá-los com um ataque em área e até ativar um recurso que congela inimigos ao ser atingido. Uma habilidade notável permite a Viessa congelar seus próprios pés, garantindo-lhe um surto de velocidade. O game ainda incorpora um sistema de Runas, que podem ser equipadas para potencializar as habilidades do personagem.

O ponto alto do jogo é a necessidade constante de utilização das habilidades nos confrontos. Contudo, a diversidade de adversários poderia ser melhor. Muitos dos inimigos enfrentados possuem aparências semelhantes e adotam táticas de ataque previsíveis, avançando sem estratégias aparentes.

The First Descendant
A variedade de adversários poderia ser mais rica. (Imagem: Divulgação)

No entanto, a experiência na beta de The First Descendant mostrou que os elementos de loot precisam de refinamento. O mapa contém inúmeras caixas de loot com itens de variados níveis, mas a versão testada carece de um direcionamento mais claro. O jogo, ao invés de incentivar uma evolução e especialização dos jogadores, frequentemente sobrecarrega o inventário com múltiplas armas. Isso dilui a essência do looter shooter, já que a estratégia se resume a substituir por uma arma de maior potência. Além disso, a interface do jogo, especialmente na gestão de armas e equipamentos, é excessivamente complexa, apresentando muitas informações desnecessárias.

Exploração e movimentação em The First Descendant

A dinâmica de exploração em The First Descendant é reminiscente da encontrada em Destiny 2. Após a missão introdutória, os jogadores são conduzidos a uma área central, um hub onde interações com NPCs, encontros com outros jogadores, acesso a recompensas via e-mails e compras de equipamentos são possíveis. Além disso, é nesse espaço que selecionamos as missões a serem executadas, sejam elas principais ou secundárias. Uma vez escolhida, somos transportados para uma nova região. Lá, múltiplos objetivos menores devem ser concluídos, e ao finalizá-los, novas metas surgem, permitindo avançar na narrativa.

The First Descendant
Em The First Descendant, as regiões são expansivas, repletas de missões primárias e opcionais. (Imagem: Divulgação)

Muitas dessas missões envolvem limpar zonas repletas de adversários e assumir controle de locais específicos. Frequentemente, ao alcançar um desses pontos, os jogadores devem resistir a ondas de inimigos. Outra missão recorrente exige coletar e posicionar explosivos em locais estratégicos. Embora o conceito seja envolvente, a versão beta poderia oferecer mais diversidade nesses objetivos, algo que esperamos que seja refinado na versão completa.

Destaca-se em The First Descendant a movimentação do jogador pelo ambiente. A locomoção é fluída, e há a opção de usar um gancho para acessar pontos elevados, como topos de edifícios. Esse recurso acrescenta uma camada estratégica aos combates, onde obter um ponto de vantagem pode ser crucial.

A sonoridade do jogo

A trilha sonora de The First Descendant é um elemento que requer aprimoramento. As composições têm a intenção de evocar grandiosidade e batalhas épicas com instrumentais robustos. Contudo, senti a ausência de uma marca sonora única que enriqueça tanto os momentos exploratórios quanto os de confronto.

Gráficos e desempenho em The First Descendant

The First Descendant exibe gráficos notáveis, aproveitando todo o potencial da Unreal Engine 5. Os cenários, em especial as regiões de exploração com montanhas, construções e vegetações diversificadas, são um espetáculo à parte. Os modelos dos personagens e os efeitos de partículas em combates são de tirar o fôlego. Contudo, há margem para aprimoramento na interface do usuário e na modelagem das armas.

The First Descendant
O jogo, desenvolvido na Unreal Engine 5, destaca-se pelos detalhes minuciosos nos personagens. (Imagem: Divulgação)

Minha análise foi realizada em um PC equipado com uma RTX 3060. Com configurações gráficas no máximo em 1440p e o DLSS em modo qualidade, obtive uma fluidez entre 80 e 90 FPS. Contudo, nas cinemáticas, houve quedas para menos de 40 FPS. Quanto a bugs, tive a sorte de não encontrar nenhum, e, ao instalar o jogo em um SSD, os tempos de carregamento se mostraram bastante rápidos.

O que esperar de The First Descendant?

The First Descendant oferece uma jogabilidade sólida e divertida. Mesmo que a temática e a narrativa se mantenham em território familiar, a história intriga e tem potencial. O verdadeiro trunfo aqui é o gameplay, que, apesar de algumas lacunas na variedade de adversários e na administração de equipamentos, é cativante. No geral, o jogo capturou meu interesse e aguardo ansiosamente pela versão final.

The First Descendant é desenvolvido pela Nexon e será lançado em breve para Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC, via Steam.

*Preview elaborada em um PC equipado com uma Geforce RTX, com código fornecido pela Nexon.

Leandro Paiva

Um estudante de jornalismo e o primeiro estagiário do site. Degustador nato de coxinha e pizza fria com ketchup. Amante de RPG, principalmente aqueles em que é possível pescar em vez de fazer a missão principal. Piadista em tempo integral e um grande degustador de café. Defensor de Birds of Prey e da DC em geral nas horas vagas.