Visions of Four Heroes é a primeira DLC de DYNASTY WARRIORS: ORIGINS, lançado originalmente em 2025, que chega fazendo uma singela pergunta: e se certas personalidades que foram derrotadas durante a guerra dos três reinos tivessem sobrevivido? O que aconteceria?
Isso, e talvez muito mais, é que saberemos agora em mais uma análise totalmente excelente do Pizza Fria!
Outros lados
Voltamos para a era dos três reinos, leitores e leitoras deste que pode ser considerado o site mais poderoso e musou destes lados do cyberespaço. De fato, e hora de avaliarmos o primeiro DLC, como de costume nesses tempos modernos, de um joguinho bem legal que tivemos o prazer de aproveitar ano passado.
DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes chega com o objetivo de aprofundar mais ainda as mecânicas e narrativas do jogo base conferindo mais narrativas para seguir, algumas armas para utilizar e mecânicas para deixar a experiência um pouco mais variada e, diria até, intensa. Algo que nunca é demais, em minha humilde opinião.
Resta saber se ele realmente consegue fazer isso enquanto, talvez, aproveita o espaço para lidar com alguns dos pontos mais espinhosos do lançamento original. Bom, feitas as introduções e considerações, é hora de pegar nossas lanças e armas similares e partir para a ação! Vamos nessa.

História
Um dos pontos mais interessantes propostos por DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes é de se fazer (e responder) a seguinte pergunta: e se algumas personalidades antagonistas da trama do jogo base, e dos outros de sua franquia, fossem apoiadas pelo jogador?
Como a história se desenharia se gente como Dong Zhuo tivesse um exército de um homem só lutando ao seu lado nas batalhas em que encontraram seu violento final? Será que a o curso dos eventos mudaria demais? Ou, ao final, nada faria diferença?
DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes explora essas perguntas ao se focar na correria de quatro pessoas: Zhang Jiao, Dong Zhuo, Yuan Shao e Lu Bu. Todos sendo peças importantes na dinâmica do combate do período que, de uma forma ou de outra, não conseguiram alcançar suas ambições.

Eu achei a premissa bem legal, principalmente pelo fato de que podemos explorar um pouco mais de personagens que quase sempre são antagonistas derrotados no começo dos jogos. Contudo, senti que poderíamos ter um desenvolvimento melhor das histórias que, infelizmente, ainda deixam muito no ar.
As narrativas de DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes são bem curtas, partindo de certas batalhas pivotais na qual cada personagem é derrotado e permitindo que nosso protagonista os salve e ajude na busca de suas ambições. Contudo, cada linha é bem curtinha e não exploram todo o potencial possível.
Isso é um desperdício, e sinto que talvez seria melhor focar em menos pessoas para poder desenvolver mais as situações hipotéticas que vivemos. Por exemplo, um enfoque mais intenso em personagens famosos como Lu Bu seria um deleite para todos os fãs da franquia.

Jogabilidade
Em se tratando de jogabilidade, DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes mantém a qualidade dos combates do jogo base, contra centenas de inimigos e seus exércitos enormes, enquanto adiciona algumas armas novas para brincarmos, artes de batalha para elas e alguns companheiros que nos ajudam em cada capítulo.
Para começar, ganhamos acesso ao arco e, também, a uma arma de corda com uma faca na ponta. Ambas possuem suas próprias mecânicas, bem interessantes, que mudam um pouco a maneira de jogarmos. O arco, por exemplo, adiciona opções de distância que não possuíamos com as armas do jogo base.
Além disso, DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes também adiciona combates de exércitos em um mapa estratégico, flertando com o que vemos nos spinoffs Empires, que tanto amamos e adoramos. Contudo, o jogo não aproveita tanto quanto poderia destas novas ideias e implementações.

Esses momentos, no fim das contas, se resumem apenas a andar no mapa engajando em combates (um por turno até um limite) enquanto tentamos enfraquecer o exército inimigo para facilitar nossa vida no combate final. Além disso, podemos usar estratagemas dentro e fora das tretas para nos ajudar.
Tudo é muito simples, infelizmente, e DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes não chega a implementar de uma maneira que realmente faça a jogabilidade do título avançar, nem o torna um mini Empires como esperávamos.
Por fim, temos uma repetição considerável de cenários e batalhas, algo esperado dado que revivemos determinados momentos mas que, ainda assim, faz com que a experiência toda acabe sendo um pouco familiar demais.

Vale a pena jogar DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes?
DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes, leitores e leitoras de meus olhos, é uma DLC que agrada mas, definitivamente, poderia nos entregar muito mais. Isso, acredito eu, acaba até fazendo com que a experiência seja um tanto quanto agridoce.
Eu curti bastante a premissa narrativa, por se focar em gente menos explorada, além de me divertir com as novas armas. Também fico empolgado em pensar nas mecânica estratégicas sendo mais desenvolvidas. Contudo, o título não faz uso de todo seu potencial e explora muitas coisas de maneira mais rasa do que deveria, deixando o jogador no gosto de quero mais.
Contudo, no fim das contas, DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes é mais Dinasty Warriors e isso sempre é um motivo de alegria. Contudo, poderíamos ter recebido uma experiência ainda mais recheada que, se entregasse tudo, seria positivamente essencial.
Visions of Four Heroes chegou em janeiro deste ano para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam. O game estreou para Nintendo Switch 2, junto com a DLC, no mesmo mês.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Koei Tecmo.
DYNASTY WARRIORS: ORIGINS Visions of Four Heroes
BRL 174Prós
- Explora personagens que não recebem tanto foco nos jogos da franquia
- Novas armas para usarmos
- Adição de batalhas estratégicas é promissora
Contras
- Repetição de mapas e batalhas
- Poderia adicionar mais armas
- Muitas mecânicas, como as batalhas estratégicas, são implementadas de maneira rasa
- A narrativa poderia ser mais desenvolvida e longa