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Aether & Iron aposta em combate tático, narrativa ramificada e estilo Decopunk; veja entrevista exclusiva

A desenvolvedora Seismic Squirrel revelou novos detalhes de Aether & Iron em entrevista exclusiva concedida ao Pizza Fria. O RPG tático chega no dia 31 de março exclusivamente para PC, via Steam, combina combates estratégicos com uma narrativa ramificada e ambientação inspirada no estilo Decopunk, reunindo influências de diferentes mídias e gêneros.

Participaram da conversa Pablo Ariznabarreta, Business Development Manager da Ark One Studios; Lucrecia Gallegos, Head de Equipes de Localização da Ark One Studios; além de Tyler Whitney, diretor de narrativa da Seismic Squirrel.

Combate tático está integrado à narrativa

Desde o início do desenvolvimento, o combate foi pensado como um dos pilares da experiência. Segundo Tyler Whitney, a ideia central do projeto já partia desse direcionamento, com a equipe decidindo explorar batalhas por turnos e evoluindo o conceito até chegar aos carros voadores que definem a identidade do jogo.

“Sabíamos desde o início que queríamos fazer um jogo de táticas por turnos, e foi isso que nos inspirou a começar nosso próprio projeto.”

O sistema não foi tratado como um elemento isolado. Pelo contrário, ele foi integrado diretamente à construção da história, como explica o diretor:

“Os combates estão profundamente integrados à narrativa, fazendo com que pareçam parte da história, em vez de algo adicionado de forma forçada.”

Estilo Decopunk define identidade do jogo

A ambientação de Aether & Iron é baseada no conceito de Decopunk, que guia tanto a estética quanto a construção temática do universo. Whitney explica que essa abordagem vai além do visual, envolvendo também uma leitura crítica do período histórico que inspira o jogo:

“No Decopunk, encontramos o Jogador resistindo à mentalidade de decadência e ao utopismo arquitetônico que surgiu no início do século XX.”

Entre as principais referências, o diretor cita o artista Hugh Ferriss, além de influências visuais como BioShock e Sky Captain and the World of Tomorrow.

Já Pablo Ariznabarreta destaca que essas inspirações também se refletem nas mecânicas e na experiência do jogador, apontando títulos como Disco Elysium, Citizen Sleeper e Baldur’s Gate 3 como referências perceptíveis ao longo do jogo.

Aether & Iron
Aether & Iron promete trazer um estilo visual próprio (Imagem: Divulgação)

Narrativa terá escolhas e múltiplos desfechos

A história será um dos elementos centrais da experiência, com foco em decisões que impactam o desenrolar da campanha. Whitney reforça que essas escolhas não são apenas superficiais, influenciando diretamente o mundo e os personagens ao redor do jogador:

“Nosso RPG tem 30 horas de duração e a história está repleta de reviravoltas. As escolhas que você faz ao explorar esse mundo também ajudam a moldá-lo.”

Aether & Iron
Com múltiplos finais, as interações narrativas prometem ser um dos pontos fortes de Aether & Iron (Imagem: Divulgação)

Mundo é baseado em referências históricas

A construção do universo também parte de referências reais, especialmente da história de Nova York. Segundo Whitney, a equipe buscou criar um mundo com base cultural consistente, utilizando elementos históricos como ponto de partida.

Entre os exemplos está a facção “Asas Brancas”, inspirada em uma subcultura que existiu na cidade, reforçando a proposta de criar um universo que soe plausível dentro de sua própria lógica.

Localização busca clareza sem comprometer a experiência

A localização foi outro ponto de atenção durante o desenvolvimento. Lucrecia Gallegos explica que o principal desafio foi equilibrar clareza e acessibilidade entre diferentes idiomas.

Segundo ela, houve a necessidade de adaptar textos mais longos e preservar ambiguidades intencionais, além de lidar com questões gramaticais específicas, sempre mantendo a consistência da experiência entre os jogadores.

“Alguns idiomas são naturalmente mais longos que o inglês, então priorizamos frases concisas para garantir que todo o texto coubesse adequadamente na interface do usuário sem perder o significado.”

Jogo evoluiu com feedback da demo

O período de testes com a demo pública também teve impacto direto no desenvolvimento. De acordo com Whitney, o retorno da comunidade ajudou a identificar pontos de melhoria relacionados a balanceamento e acessibilidade.

Segundo ele, a equipe recebeu “muitas informações sobre balanceamento de conteúdo e recursos de acessibilidade” e, a partir disso, implementou mudanças práticas no jogo, como interrupção da rolagem de fundo, ajustes na inteligência artificial dos inimigos e simplificação da interface.

Versão completa terá conteúdos inéditos

Além do conteúdo apresentado na demo, o jogo completo trará sistemas adicionais. Whitney revelou que será possível recrutar personagens ao longo da campanha e gerenciar o grupo a partir de uma base de operações.

Entre os destaques está a chamada “Adega”, um espaço que permitirá acompanhar os personagens, entender suas motivações e organizar a equipe ao longo da jornada.

Mais informações sobre Aether & Iron você confere aqui no Pizza Fria, ao longo dos próximos dias.

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.