Code Vein II | Review
Code Vein II é um RPG de ação desenvolvido e publicado pela nipônica Bandai Namco, com lançamento previsto para o dia 30 de janeiro de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
No game, você e os parceiros à sua escolha explorarão um vasto mundo pós apocalíptico, enfrentando batalhas intensas contra inimigos poderosos enquanto desvendam uma narrativa que transcende o tempo. Code Vein II apresenta um elenco totalmente novo e desafia os jogadores a salvar o mundo à beira da destruição.
A sequência promete uma jogabilidade refinada, com combates mais profundos e gratificantes, além de um nível de personalização ampliado, oferecendo mais liberdade para moldar o estilo de jogo e a progressão do personagem.
Ficou curioso para saber como o novo RPG de ação da Bandai Namco está se saindo no PlayStation 5? Então bora dar aquela pausa rápida na leitura, buscar a pizza de sábado que ficou na geladeira e vem comigo em mais uma análise épica aqui no Pizza Fria!
Jornada que transcende o tempo
Há muito tempo, o mundo foi devastado por um grande desastre conhecido como Ressurgência, uma força capaz de corromper tudo o que toca. Em um piscar de olhos, a realidade mudou drasticamente, e a grande maioria dos humanos e animais foi transformada em horrores indescritíveis. Em pouco tempo, a sociedade humana ruiu e, em seu lugar, emergiram das sombras da história as Aparições.
Entre elas, Idris, a mais honrada e respeitada, buscou e encontrou uma forma de selar a Ressurgência. No entanto, essa vitória revelou-se passageira, com o passar do tempo, como tudo na vida, o selo começou a enfraquecer, chegando perigosamente perto de falhar de forma definitiva.
Foi então que, há cem anos, ocorreu uma grande batalha, as Aparições lutaram desesperadamente para restaurar a força do selo, e muitas das mais valentes encontraram seu fim nesse conflito, que ficaria conhecido como a Insurgência. Os heróis dessa guerra conseguiram aprisionar a Ressurgência em um enorme invólucro de aparência lunar no céu, e até hoje suas memórias são honradas por tamanho sacrifício. Mesmo agora, o selo conhecido como Luna Rapacis permanece como a única barreira contra a calamidade, enquanto lentamente consome a força vital desses heróis.

Cem anos após a Insurgência, em um futuro onde humanos e Revenants coexistem, o mundo volta a caminhar à beira do colapso. É nesse cenário que a jornada de Code Vein II tem início, quando o protagonista desperta sem memórias dentro de uma espécie de caixão, sendo encontrado por uma revenant chamada Lou MagMell.
Dotada do poder de viajar no tempo, Lou conduz o herói até Lavinia Voda, que o encarrega de uma missão árdua, salvar o mundo dos homens. Para isso, será necessário voltar no tempo ao lado de Lou, ajudando-a a aprimorar suas habilidades e a dominar o fluxo temporal, na esperança de impedir que a Ressurgência consuma tudo mais uma vez.
Armas, habilidades, parceiros, e um alto nível de personalização
Code Vein II conta com um nível de personalização de personagens bastante satisfatório. É possível modelar completamente o protagonista, ajustando formato do rosto, penteado, maquiagem, cicatrizes e muitos outros detalhes. Confesso que passei um bom tempo me divertindo durante a criação do meu herói e, para melhorar ainda mais, o jogo oferece diversos slots de salvamento, permitindo guardar personagens prontos para futuras jogatinas.
A jogabilidade de Code Vein II é simples, intuitiva e bastante responsiva, como é comum nos RPGs de ação. Há comandos para ataques leves e pesados, esquiva e, nesta sequência, um botão dedicado ao salto. Além disso, o personagem pode bloquear ataques inimigos, mirar para utilizar golpes à distância e até acionar habilidades especiais em momentos estratégicos.
O grande diferencial aqui está no sistema de parceiros, é possível alternar livremente a forma como eles participam das batalhas, sendo invocados para lutar ativamente ao seu lado ou assimilados, atuando de maneira passiva ao emprestar seus poderes para aprimorar os atributos e habilidades do protagonista. Cada parceiro também concede Traços de Vínculo, bônus que oferecem vantagens tanto em combate quanto durante a exploração, variando conforme o aliado escolhido.

Por fim, o jogo oferece uma ampla variedade de armamentos, há espadas de uma e de duas mãos, martelos, lâminas duplas, alabardas, e outras armas corpo a corpo, além de opções ofensivas como arcos, rifles e machados de batalha. O sistema de absorção também foi expandido, com formas como ogro, morcego, ferrão, ceifadora, dentre outras. Somam-se a isso os aumentos, equipamentos que, ao serem utilizados, ampliam os atributos do personagem e aprofundam ainda mais a personalização do estilo de jogo.
Uma jogatina recheada de novidades
Além das diferentes mecânicas de jogabilidade já mencionadas anteriormente e da ampla variedade de opções de personalização do personagem principal, Code Vein II entrega uma liberdade significativamente maior também no quesito exploração.
Enquanto o primeiro jogo adotava uma estrutura muito mais linear, Code Vein II se passa em um mundo aberto. A comparação mais justa seria colocar o título original ao lado de Dark Souls, enquanto a sequência se aproxima de Elden Ring, oferecendo um mapa extenso e aberto para ser explorado à medida que novas missões são desbloqueadas e caminhos inéditos surgem. Inclusive é importante mencionar que além das viagens rápidas, que você pode fazer utilizando os viscos descobertos pelos mapas, você também pode dar vários rolês na sua moto.
Essa liberdade não se limita apenas ao espaço geográfico, mas também ao tempo. Em Code Vein II, o jogador pode realizar saltos temporais, e cada escolha feita no passado interfere diretamente nos acontecimentos do presente. Isso resulta em diferentes ramificações narrativas e múltiplos finais, ampliando consideravelmente o fator replay do jogo, que vai muito além da simples experimentação de classes, armas e missões.

É possível, inclusive, perder missões secundárias ou alterar completamente a forma como o presente se desenvolve. Por exemplo, ao voltar no tempo e salvar Noah, ele se torna um companheiro no presente, além de liberar uma ponte que dá acesso a outro continente. Caso essa decisão não seja tomada, o jogador precisará atravessar a região de barco, mudando não só a rota, mas também a dinâmica da progressão.
Além disso, o combate recebeu novas adições importantes, agora temos escudos, voltados para defesa direta, e manoplas de parry, que recompensam o timing preciso. O sistema de absorção também foi expandido, além das clássicas garras, é possível utilizar asas de morcego, um ferrão, uma ceifadora, entre muitas outras variações. Soma-se a isso o uso de rifles e arcos como opções adicionais às armas primárias e secundárias.
Por fim, o sistema de Código de Sangue foi aprimorado, agora é possível evoluí-los e desbloquear melhorias progressivas, aprofundando ainda mais a personalização do estilo de jogo. Diferente do primeiro título, Code Vein II abandona o sistema tradicional de distribuição manual de pontos, a progressão do personagem acontece de forma automática, tornando o avanço mais orgânico e focado nas escolhas feitas durante a jornada.

Desempenho e audiovisual de Code Vein II no Playstation 5
Code Vein II conta com dois modos gráficos distintos, que podem ser alternados no menu de opções, na aba de configurações gráficas. O modo Prioridade de Ação foca em movimentos mais fluidos para o jogador e os inimigos, enquanto o modo Prioridade de Gráficos valoriza a qualidade visual e os detalhes dos cenários.
Dito isso, Code Vein II é um jogo visualmente muito bonito, com cenários vivos e bem construídos, além de personagens bem definidos, que se destacam com facilidade do ambiente ao redor. Porém, infelizmente, é possível notar alguns problemas no carregamento de texturas e, quedas de quadro, independente do modo gráfico escolhido, e em determinados momentos, a presença dos conhecidos pop-ins, o que pode quebrar um pouco a imersão.
E os problemas não param por aí, embora os cenários sejam, de fato, bem construídos e o mapa seja vasto, há áreas desnecessariamente grandes, vazias e sem inimigos, o que prejudica o ritmo da exploração. Isso não se limita apenas ao mundo aberto, as dungeons de Code Vein II também acabam sendo pouco desafiadoras em alguns momentos, e jogadores mais experientes podem se decepcionar com a baixa densidade de inimigos.

No quesito ambientação, o jogo se sai muito melhor, as músicas e os efeitos sonoros são excelentes, com destaque especial para as trilhas dos chefes, que são um verdadeiro show à parte. Inclusive, fica a dica, caso não esteja jogando com fones de ouvido, vale deixar a música no volume mais alto e reduzir levemente os efeitos sonoros para aproveitar melhor a trilha.
Por fim, talvez a melhor notícia para nós, Code Vein II está totalmente localizado para o português do Brasil, o que torna a experiência muito mais acessível e imersiva para os jogadores brasileiros, especialmente considerando a importância da narrativa dentro do universo do jogo.
Vale a pena jogar Code Vein II?
Sem dúvidas alguma, sim! Começamos 2026 com o pé direito, e Code Vein II se mostra um grande jogo, com um enredo fascinante, personagens carismáticos e muito bem desenvolvidos, além de uma narrativa ambiciosa que brinca com escolhas, viagens no tempo e múltiplos desfechos. A história consegue envolver do início ao fim, dando peso real às decisões do jogador e valorizando cada passo da jornada.
A jogabilidade evoluiu de forma clara em relação ao primeiro título. O combate segue simples, intuitivo e responsivo, mas agora conta com novas mecânicas, maior variedade de armas, escudos, manoplas de parry, parceiros com Traços de Vínculo e um sistema de progressão mais orgânico. O nível de personalização também é um grande destaque, tanto na criação do personagem quanto na construção do estilo de jogo, incentivando a experimentação e aumentando bastante o fator replay.
A mudança para um mundo aberto traz uma sensação inédita de liberdade à franquia, especialmente com a possibilidade de explorar diferentes caminhos e alterar o presente a partir de ações no passado. Apesar disso, nem tudo é perfeito, as quedas de quadro e os frequentes pop-ins, problemas nos carregamentos de texturas, e algumas áreas grandes demais e pouco habitadas, tanto o mundo aberto quanto certas dungeons poderiam oferecer mais desafios. Ainda assim, esses pontos não chegam a comprometer a experiência como um todo.
Por fim, o visual é bonito, a ambientação sonora é excelente, com trilhas memoráveis nos confrontos contra chefes, e a localização completa em português do Brasil faz toda a diferença para o público nacional. Com seus acertos superando com folga os tropeços, Code Vein II é uma evolução clara da franquia e uma experiência altamente recomendada para fãs de RPGs de ação que buscam profundidade, narrativa.
Code Vein II chega no dia 30 de janeiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, via Steam.
*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela Bandai Namco.


