MIO: Memories in Orbit | Review
MIO: Memories in Orbit é um metroidvania desenvolvido pela Douze Dixièmes e publicado pela Focus Entertainment. Nele, controlamos um robozinho muito legal chamado MIO que desperta em uma espaçonave quase abandonada e precisa enfrentar diversas tretas para descobrir o que está acontecendo por lá.
E aí, será que vale a pena acompanhar essa parada? É o que descobriremos agora, em mais uma bela análise do Pizza Fria!
Perdido em órbita
Que dia alegre, pessoas reais e drones que acessam este belo cantinho conhecido da rede de computadores que tanto adoramos. De fato, todo dia em que um metroidvania aparece na praça é um dia que deve ser comemorado, e hoje não poderia ser diferente. Alegria nas pequenas coisas, não é mesmo minha gente? O segredo de uma boa vida.
Meu motivo de empolgação de hoje, aparentemente, é MIO: Memories in Orbit, um jogo que chegou com uma proposta de entregar um vania com uma jogabilidade precisa, visuais encantadores e uma trilha sonora capaz de mover seus jogadores. Propostas ousadas que, se alcançadas, realmente podem gerar uma experiência deveras única.
Admito que fiquei realmente interessado com a proposta, principalmente por ter me agradado bastante de alguns títulos parecidos lançados no ano passado. Dito isto, será que realmente acertei em minhas expectativas, ou terei apenas mais uma de várias decepções em minha vida? É o que saberemos agora.

História
MIO: Memories in Orbit nos coloca nos sapatos cibernéticos de Mio, uma robozinha que desperta em uma grande espaçonave, chamada Nau, que definitivamente já viu dias melhores. Abandonada e a deriva, a grande embarcação está repleta de outros robôs enlouquecidos que vão colocar a vida de nossa protagonista em risco, com os poucos amigos aparecendo apenas raramente.
Além disso, as IAs que controlavam o lugar estão pifando e, em breve, deixaram a Nau ir de base definitivamente. Está em nossas pequenas cibermãozinhas, então, dar um jeito de encontrar essas inteligências e resolver o problema antes que tudo, literalmente, vá para o espaço.
A narrativa de MIO: Memories in Orbit é bem minimalista, com boa parte de sua história contada por logs e pelos cenários, que aumenta ainda mais a sensação de solidão e abandono que a estação, e Mio, se encontram. É um bom arranjo que funciona na maioria do tempo, mas pode fazer com que parte da mágica se perca se não formos diligentes em nossa exploração.

Jogabilidade
MIO: Memories in Orbit, essência, é um metroidvania no qual exploramos um mapa cheio de idas e vindas no qual lutamos contra diversos perigos, sendo inimigos ou o próprio cenário, enquanto descobrimos os segredos da Nau e nos fortalecermos de pouco em pouco.
Inicialmente, Mio é bem fraquinha e conta com poucos pontos de vida e habilidades, além de não ter acesso a coisas simples como esquivas ou um mapa. Contudo, uma boa dose de exploração resolve isso dentro de algumas horas, e quando o jogo abre as asas a experiência realmente atinge alturas muito interessantes.
A dificuldade de MIO: Memories in Orbit se encontra em dois momentos distintos: lutas contra chefões e alguns desafios de plataforma que realmente testam nossas habilidades. Isso poderia ser algo realmente irritante, mas os controles precisos e fluídos fazem com que as mortes se resumam mais aos vacilos do jogador do que a injustiça de suas mecânicas.

Quantos aos chefes, eles são legais de enfrentar embora não possuam uma variedade muito grande de golpes. O pior, contudo, é que sempre que morremos precisamos dar uma voltona até chegar na sala deles novamente. Ainda que tenhamos uns atalhos aqui e acolá, isso acaba se tornando um pouco enfadonho ao longo do tempo.
Um dos problemas que vi com MIO: Memories in Orbit, contudo, foi na simplicidade de suas mecânicas e na demora de liberarmos algumas facilidades de jogabilidade. Por exemplo, uma de minhas maiores dores foi com a demora em liberarmos uma esquiva que era essencial, inclusive, para facilitar alguns dos chefes mais chatos que encontrei.
Além disso, sinto que não temos uma variedade considerável de opções ofensivas e defensivas suficientes para deixar o combate mais variado. Podemos, sim, equipar uma série de mods em Mio, mas muitos são passivos e acredito que poderiam ter um pouco mais de impacto no momento ao momento do jogo.

Sons e visuais
MIO: Memories in Orbit, sem medir palavras, é um jogo lindíssimo. Temos gráficos pintados em aquarela, com cores maravilhosas, animações muito bem feitas e cenários que realmente conseguem contar uma história coerente e envolvente.
A trilha sonora segue o mesmo tom, com músicas que conseguem passar os momentos com sucesso e, inclusive, algumas que realmente conseguem tocar o jogador. E, além disso, contamos com a nossa legenda em português!

Vale a pena jogar MIO: Memories in Orbit?
MIO: Memories in Orbit, leitores e leitoras, é um metroidvania competente que, no geral, consegue realizar quase tudo a que se propõe com qualidade. Ainda que derrape aqui ou ali, o jogo faz o suficiente bem para poder nos cativar durante sua duração.
Temos visuais muito legais, uma exploração divertida, uma trilha sonora poderosa e ciclo de jogo muito competente que entrega o que os fãs do gênero gostam. Por outro lado, senti que necessitamos de mais opções ofensivas, que o jogo demora para nos dar as ferramentas que precisamos e que a ausência de esquiva deixa o início mais complicado do que deveria ser.
Mas, ao fim e ao cabo, MIO: Memories in Orbit ainda consegue ser um metroidvania muito bom. Inclusive, iniciando bem o ano para os apreciadores do gênero. Se for sua praia, assim como no meu caso, vale a pena conferir e acompanhar a viagem dessa robozinha.
MIO: Memories in Orbit está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC, via Steam, Epic Games Store e Microsoft Store.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela Focus Entertainment.


