Towa and the Guardians of the Sacred Tree | Review

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Towa and the Guardians of the Sacred Tree é um roguelike de ação, e com a adorável possibilidade de jogar com amigos (se tivermos algum), desenvolvido pela Brownies inc. e publicado pela Bandai Namco. Nele, controlamos uma sacerdotisa e seus oito guardiões durante sua sagrada (e pesada) missão de salvar o reino de um vilão das sombras que, além de maldoso, é muito desagradável.

E aí, será que vale a pena encarar esse rojão? É o que veremos agora, em mais uma review mágica do Pizza Fria!

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Voltando ao futuro

Bem vindos, leitores e leitoras de meus olhos, ao cantinho mais totalmente excelente deste deserto virtual que chamamos de internet. Hoje recebo vocês, que totalmente existem e não são apenas vozes em minha cabeça, para conversar sobre um joguinho rogue que caiu em meus braços nas últimas semanas. Um que, inclusive, tive a oportunidade de experimentar mês passado e fofocar para vocês. Bom, agora é a hora da verdade.

Após Towa and the Guardians of the Sacred Tree me olhar nos olhos pela primeira vez, ele me sussurrou doces palavras aos ouvidos. Roguelike, Expansão de Cidade, Diversos Personagens, Estilo Oriental. Oras bolas, sua representação fictícia de um conjunto de bits e bytes, você me conhece tão bem! Como sabia que era tudo isso que eu precisava nesse momento?

De toda forma, o que realmente me capturou o interesse quando passei meu tempo com a versão de testes foi a versatilidade dos personagens que temos, as mecânicas envolvendo espadas e cajados e a forma como o jogo imprimia suas próprias características em um gênero bem representado no mercado. A promessa estava ali, com certeza. Mas, será que deu bom? É o que vamos saber agora.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Permitam-me ler a review para vocês. (Imagem: Divulgação)

História

A premissa de Towa and the Guardians of the Sacred Tree gira em torno da luta de uma sacerdotisa, chamada Towa, para impedir que um ser maligno chamado Magatsu dê fim ao mundo e tudo que há de bom nele. Ah, os vilões das sombras e sua inveja eterna de nossa alegria. Que coisa horrível, não é? Bom, é por essas e outras que nossa chegada se reúne a oito companheiros de bom coração, e especialistas em arrebentar com os capangas do malvadão, para dar conta do problema. E é a história dessa jornada, e das relações entre esses nove personagens, que serve como justificativa para toda essa jornada.

Towa também interage com os diversos moradores do vilarejo central do jogo, tanto aqueles que servem como prestadores de alguns dos serviços que utilizamos ou apenas npcs normais. Mostrando, novamente, que nossa heroína realmente é da galera. Essas conversas servem para construir muito bem o clima aconchegante de nossa base, aumentar a caracterização da protagonista e contrastar bem com os momentos de ação e tretas que temos contra os capangas de Magatsu.

Por fim, acredito que a trama de Towa and the Guardians of the Sacred Tree seja bem divertida de se acompanhar, ainda que não se preocupe em ser muito disruptiva ou fora dos moldes de outros jogos do gênero. E não que isso seja um grande problema, visto que a real força do roteiro está nas diversas personalidades que acompanhamos e que, sendo sincero, são legais de se conhecer.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Towa e um de seus guardiões. (Imagem: Divulgação)

Jogabilidade

Towa and the Guardians of the Sacred Tree é construído em cima da filosofia rogue, tão amada e querida por mim e outras pessoas de igual bom senso. Para refrescar a memória, ele é aquele estilo focado em runs, no qual tentamos chegar até o chefão sempre começando com o boneco sem habilidades ou níveis. Naturalmente morreremos um bocado, e cada derrota nos dá mais ferramentas e aprimoramentos para garantir que a próxima seja menos dolorosa e, esperamos, fácil de conquistar.

Encontramos uma boa quantidade de minérios durante nossas incursões, vindas de inimigos e chefes derrotados, que podem ser usados por diversos moradores da vila para melhorar as habilidades de nossos guardiões, conferindo melhorias de atributos, novas habilidades e por aí vai. Além disso, também podemos fazer melhorias na vila, com novos prédios e tudo mais, que concedem melhorias passivas para nossa personagem.

Eu curti a maneira como Towa and the Guardians of the Sacred Tree implementa essa mecânica, ainda que acredite que temos muitos recursos diferentes e isso torna o processo um pouco enrolado demais. De todo modo, sempre temos a sensação de que estamos progredindo e evoluindo, seja com nossos heróis ou com o local em que nos preparamos para a aventura.

Além disso, o título conta com um sistema bem legal de construção de equipamentos em uma forja. Basicamente, selecionamos materiais base (cada qual conferindo efeitos diferentes) e se queremos um processo mais automático ou artesanal. Após isso, seguimos com uma série de minigames simples que nos permitem forjar espadas para usarmos e, até, definir a forma que elas irão possuir de uma maneira bem completinha. É uma mecânica simples em aplicação, mas que confere um diferencial bem legal para o jogo.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Guardiã e ferreira. (Imagem: Divulgação)

Em se tratando de combate, Towa and the Guardians of the Sacred Tree propõe uma mudança interessante para a fórmula. Primeiro, temos oito personagens diferentes que possuem seus próprios ataques, cada qual com mecânicas e usos singulares. Usamos duas espadas para lutar, uma para cada golpe, que se quebram após uma quantidade determinada de golpes e devem ser trocadas através de um botão para que sejam consertadas. Cada uma delas representa um dos golpes do personagem, e podem ser melhoradas tanto de maneira definitiva quanto através de melhorias temporárias das runs.

O mais legal, contudo, é o sistema de tsurugi e kagura. De maneira geral, o primeiro é o personagem que utiliza as espadas que falei e o segundo é um boneco de suporte que utiliza duas magias diferentes. Qualquer guardião pode desempenhar ambos os papéis, sendo que as habilidades de kagura podem ser trocadas e não são exclusivas de cada um.

Isso gera uma variedade bem interessante para o jogador, garantindo também que Towa and the Guardians of the Sacred Tree permita que sejamos criativos quanto a forma que vamos encarar cada desafio que aparece pela frente. Vale notar, também, que essa mecânica dobra como uma maneira de jogarmos cooperativo! Ou, se formos sozinhos, podemos escolher entre deixar o kagura sendo controlado pela máquina ou com o analógico direito.

No geral, gostei bastante da forma como o jogo implementa, e expande, as mecânicas características do gênero. Como ponto negativo citaria apenas que temos um excesso de tipos de recurso e de que as habilidades de alguns personagens poderiam ser um pouco mais simples de usar e aplicar. Contudo, acredito que temos mais do que o suficiente para encontrarmos qual boneco funciona melhor para nós.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Tsurugi e Kagura em ação. (Imagem: Divulgação)

Sons e Visuais

Towa and the Guardians of the Sacred Tree entrega visuais bem legais e coloridos, com personagens bem animados, uma estética legal e com uma performance que não deixou a desejar em nenhum momento. Curti muito o design dos personagens, que vão de humanos até seres antropomórficos, e os cenários em que passamos. Alguns deles, de fato, são lindos de se ver.

A trilha sonora e os efeitos também não ficam para trás, ajudando muito a construir a ambientação do título e fazer com que os momentos de tensão ou relaxamento sejam ainda mais efetivos. Uma pena, contudo, que não tenhamos uma legenda em português.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
O jogo é bem colorido. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena jogar Towa and the Guardians of the Sacred Tree?

Towa and the Guardians of the Sacred Tree, leitores e leitoras de meu coração, conseguiu atingir as boas expectativas que criei após jogar sua versão de testes. Além disso, acredito que o título tenha conseguido executar bem o que se propôs, dentro das demarcações do gênero e da temática, entregando um produto que tem o que acrescentar de positivo para o mundo rogue.

De positivo, achei os personagens bem legais de se acompanhar, temos uma boa variedade de bonecos e habilidades, o sistema de criação de armas é bem interessante e a mecânica de tsurugi e kagura é bem inovadora e divertida. De negativo, cito apenas que poderíamos ter uma variedade menor de recursos para usar, que algumas habilidades são pouco práticas e que não temos nossas legendas.

Contudo, isso não muda o fato de que Towa and the Guardians of the Sacred Tree é um rogue muito divertido e, até, figura entre os mais agradáveis que tive a oportunidade de jogar esse ano. Inclusive podendo agradar tanto aqueles que não conhecem tanto o gênero quanto os que, como eu, já jogaram mais variedades do que se conseguem lembrar. Seja qual for seu caso, pode ir sem medo. Não vai se arrepender.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree tem lançamento previsto para 19 de setembro no PlayStation 5Xbox Series X|SNintendo Switch e PC, via Steam.

*Review elaborada na versão para Nintendo Switch, com código fornecido pela Bandai Namco.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree

BRL 149,50
8.3

História

8.0/10

Gameplay

9.0/10

Gráficos e Sons

8.0/10

Extras

8.0/10

Prós

  • Personagens legais de acompanhar
  • Boa variedade de bonecos para usar, cada qual com sua habilidade
  • Sistema de criar espadas é bem legal de usar
  • Mecânica Tsurugi e Kagura é bem implementada e inovadora
  • Opção de cooperativo

Contras

  • Sem legenda em português
  • Poderíamos ter menos recursos para gerenciar e usar
  • Algumas habilidades são um pouco estranhas de usar

Matheus Jenevain

Redator de idade não especificada e habilidade excepcional (segundo o próprio, acredite se quiser). Curte Metroidvanias, RPGs e jogos de luta. Reza toda noite, intensamente, para receber um remake de God Hand. Nunca foi atendido.