Life Below destaca colaboração científica para fundamentar sua construção de recifes

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A Kasedo Games revelou nesta terça-feira, 25, que Life Below, novo projeto da Megapop, terá sua experiência de construção subaquática baseada em princípios reais da biologia marinha. O game, previsto para 2026 no PC, via Steam, adota um conceito de “reef builder”, substituindo estruturas tradicionais de city builders por sistemas ecológicos vivos.

Life Below
Imagem: Divulgação

Em Life Below, os jogadores assumem a responsabilidade de restaurar a biodiversidade e estabilizar ecossistemas oceânicos, utilizando processos biológicos como base para o desenvolvimento das áreas submersas. Segundo a publisher, elementos como crescimento de corais, relações predador-presa e condições da água foram moldados a partir de estudos ecológicos.

Colaboração com especialistas

Para construir a simulação, a Megapop trabalhou com biólogos marinhos, que auxiliaram na adaptação de fenômenos naturais ao gameplay. A equipe incorporou pesquisas envolvendo impacto de espécies invasoras, flutuações de temperatura, acidez da água e eventos como proliferação de algas, que podem reduzir o oxigênio disponível no ambiente.

Esses fatores, segundo o estúdio, foram convertidos em desafios estratégicos que influenciam diretamente as interações dentro dos diferentes biomas do jogo. A proposta é refletir a interdependência dos organismos em um recife, onde pequenas alterações podem afetar o ecossistema por completo.

Personagens e elementos narrativos

Embora inspirado em ciência real, Life Below também incorpora narrativa e fantasia. O jogador interpretará Thalassa, guardiã responsável por reconstruir recifes fragilizados, acompanhada pelo mentor Pontus. Elementos como o “coração do recife” adicionam camadas de progressão e responsabilidade dentro da experiência.

A publisher afirma que o objetivo não é oferecer uma simulação totalmente precisa, mas apresentar conceitos ecológicos de forma acessível, aproximando o público dos sistemas marítimos.

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5, um Nintendo Switch e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.