The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon | Review
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon é um JRPG, lançado originalmente em 2024, desenvolvido pela Nihon Falcom em conjunto com a PH3 GmbH e distribuído pela NIS America, Inc. Nele, acompanhamos Van Arkride e sua trupe de desajustados em mais uma aventura repleta de perigos, bizarrices e guloseimas deliciosas.
E aí, será que vai valer a pena acompanhar esse último capítulo da saga de Zemuria? É o que saberemos agora, em mais uma análise heroica e maravilhosa do Pizza Fria!
Além do belo horizonte
Que época para se estar vivo, leitores e leitoras. Jogos bons saindo para todos os lados, outros ruins aparecendo para rirmos um pouco e memes novos surgindo a todo o momento. De fato, estamos experimentando um momento único em nossa história coletiva. Bom, ao menos quando pensamos no mundo mágico dos jogos.
Um outro ponto alto dessa realidade, inclusive, é a alegria que todos os fãs da série The Legend of Heroes estão sentindo ultimamente. Promessas de novos títulos, remakes completos dos clássicos e, agora, o lançamento ocidental do título mais atual da série e, ainda, o que creio ser o fim da saga Calvard. É isso aí minha gente, The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon está na área!
E já não era sem tempo, ainda que sua transição tenha sido menos demorada do que com alguns títulos anteriores. De toda forma, é hora de vermos se toda essa espera valeu a pena e, de quebra, se a terceira aventura do mano Van será tão boa quanto as anteriores. E aí, prontos? Então vamos nessa.

História
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon começa com Van e alguns chegados participando de um teste para a boa e velha Marduk. Contudo, ele não é o único no lugar. Rean, o herói da saga Cold Steel, também aparece para poder dar sua contribuição. Reunião dos heróis, não é mesmo?
Depois de quebrarem tudo, nossos colegas vão para um buffet bater um papo e descobrem que Calvard, se desenvolvendo cada vez mais, acaba de lançar um projeto para enviar o homem ao espaço! Contudo, o que deveria ser um momento único acaba se desenrolando em uma série de tramas, voltas e reviravoltas que apenas nossos bons e velhos heróis e heroínas podem dar conta.
Eu curti a narrativa de The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon, principalmente pelo fato de seguir integrando muito bem personagens de todos os muitos jogos da franquia. Ainda que isso possa confundir um pouco os novatos, a galera das antigas vai curtir e, verdade seja dita, a série é uma continuidade desde o lançamento do primeiro Trails.
Minha única reclamação é que o título se arrasta um pouco no começo, além de ter algumas partes que me pareceram um pouco “enroladas” demais, ou com foco excessivo em coisas bobas do dia a dia da galera. Levando em conta o que tem em jogo, e nosso envolvimento nas confusões atuais, seria mais interessante passar mais tempo envolvido em intrigas do que com os corres da vida do spriggan.

Jogabilidade
Em essência, The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon é um RPG com ação em tempo real, ou turnos, no qual realizamos uma série de missões principais e secundárias enquanto acompanhamos a história rolar. Além disso, temos uma boa seleção de personagens, 3 rotas diferentes na história e uma série de melhorias em relação ao título anterior.
Me focarei mais, então, em explicar o que temos de interessante e menos em reforçar as mecânicas antigas e que acompanham a série desde seus primeiros passos. Para isso, sugiro uma conferida rápida em nossa agradável análise do título anterior, The Legend of Heroes: Trails through Daybreak II, na qual refresco um pouco mais a memória.
Voltando ao que interessa, algumas das maiores evoluções de The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon foi (como no anterior) na parte do combate em tempo real. Agora, além de permitir passar para a treta em turnos com vantagens, ele também conta com esquemas para dar um boost ao personagem que controlamos (aumentando o dano), deixar o tempo mais lento, e por aí vai.
Eu realmente curti, e admito que usei muito mais esse modelo do que meu amado “cada um bate na sua vez”. Realmente ficou bem prático, e acho bem pensado permitir que o jogador experimente qualquer um dos modelos a sua maneira, trocando facilmente e oferecendo experiências e vantagens diferentes em cada um deles. Inclusive, recomendo o tempo real para dar um stun em inimigos mais difíceis, principalmente mais para frente no jogo.

The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon também inova do lado da treta de turnos, refinando muito as mecânicas vigentes. O sistema de brave orders, por exemplo, foi aprimorado para um no qual temos ainda mais opções de buffs temporários, através do gasto da barra de boost, que conseguem dar uma boa vantagem na hora de peitar inimigos mais complicados.
Além disso, novos efeitos de turno foram adicionados para, entre outras coisas, permitir ataques conjuntos entre bonecos no time ativamente lutando e aqueles colocados como suporte na reserva. Eu achei isso incrível, e me permitiu ativar uns combos bem cabulosos em alguns momentos, atingindo níveis de dano que seriam bem mais complicados antigamente.
Fora isso, The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon também continua refinando outros sistemas como os quartz, usados para permitir que os personagens usem magias e melhorem alguns atributos, cores e afins. Além de deixar tudo mais direto, facilitando a compreensão, tudo ficou bem mais simples de usar e menos trabalhoso de configurar.
Sendo assim, acredito que esse seja o jogo mais mecanicamente agradável da franquia, deixando o que era bom ainda melhor e colocando boas ideias que podem ser mais exploradas ainda em outras entradas da série.

Sons e Visuais
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon está com visuais bem legais, coloridos e, principalmente, com modelos muito bem construídos e animados. A ação flui bem, e tudo é bom de ver. Por outro lado, sigo com a reclamação de que não temos uma evolução gritante e, ao meu ver, ainda temos certo reaproveitamento de assets ao longo dos anos.
No departamento sonoro também não tenho muito do que reclamar, visto que todas as trilhas estão maravilhosas, a dublagem segue incrível e os sons de combate estão uma belezinha. Mas, poxa vida, seguimos sem nossa legenda.

Vale a pena jogar The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon?
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon, gente bonita que acessa esse site, está uma belezinha. Realmente fico contente de que a série voltou a sair com rapidez para nós, e espero que não demore muito para termos mais aventuras nesse universo.
O jogo refinou ainda mais as boas mecânicas do anterior, temos uma trama maneira de acompanhar, vários bonecos, combate em turnos e tempo real feitos com primor e um monte de avanços e melhorias. Salvo algumas partes arrastadas na trama, certos visuais repetidos e a falta da legenda não tenho do que reclamar.
Sendo assim, posso falar na paz que The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon é um excelente jogo, tanto dentro da franquia The Legend of Heroes quanto no gênero em geral. Se for um apreciador da saga não pode deixar passar. E se não conhecer, vale a pena conferir pela qualidade do título. Recomendo.
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon está confirmado para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC, via Steam, Epic Games Store e GOG, com lançamento marcado para o dia 15 de janeiro deste ano.
*Review elaborada em um PC equipado com uma GeForce RTX, com código fornecido pela NIS America.


